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Diferentes níveis técnicos

  • Jun. 30th, 2008 at 5:19 PM

      No futebol, como na vida, nada é tão intenso, em ritmo alucinante frequente: assim como é difícil para um casal junto a 30 anos tranzar diariamente, eu nunca vi um jogo em que duas equipes alcançassem um nível de excelência tal que não se completavam 5 minutos sem uma delas fazer gol, por toda a partida. A realidade é que o futebol não é 'alucinante' como o basquete, em que pontos são marcados frequentemente, mas em compensação, por tamanha frequência, não é tão vibrado como um gol no futebol, e acreditar numa 'partida dos sonhos', pelo menos profissional, é utopia, porque para vencer, especialmente hoje, não é preciso apenas de técnica: as estratégias visam jogar a favor do tempo e uma grande virtude de jogadores decisivos é a paciência para decidir no momento certo.
      Muito se fala no futebol antigo, nos seus jogadores extremamente técnicos, porém, uma equipe da década de 50 certamente perderia para uma de hoje em dia, por fatores que envolvem mais que técnica: a preparação física evoluiu, os técnicos desempenham um papel mais importante, e se a técnica dentro do futebol brasileiro vem enfraquecendo com as exportações, ela evolui com inteligentes inovações táticas, que visam deixar o time bem destribuído pelo campo, compacto, onde todos os setores do campo estejam preenchidos, onde não demore muito para achar um companheiro para receber a assistência, pois há inúmeros deles espalhados de forma organizada pelo campo. Talvez por isso o São Paulo tenha vencido duas vezes o campeonato brasileiro, um torneio longo e desgastante: foi durante 2006 e 2007 a equipe mais organizada, com mais peças de reposição(é preciso te-las, pois contusões e suspensões são comuns em ligas longas) e melhor trabalho fora de campo, onde o Refis(lugar onde atletas se recuperam de lesões) recupera rapidamente seus jogadores, além de atrair outros, como Luizão e Adriano, que escolheram se recuperar no Refis do São Paulo, e por lá ficaram.
      Não dá para negar a disparidade de nível técnico pelo mundo do futebol: equipes que disputam a Liga dos campeões da Europa estão no mais alto nível de clubes, inclusive os melhores jogadores dos 5 continentes jogam o torneio. Quando uma equipe sul-americana vence uma européia, não significa que ela tem mais nível: no passado, havia equilíbrio, pois os melhores sul americanos por aqui jogavam; Hoje, o 'futebol arte' está no velho continente, e quando enfrentamos os europeus no fim do ano, ainda levamos outra desvantagem: a de jogar no fim da temporada, enquanto eles estão no meio; Porém, usamos métodos diferenciados para vencer, a começar pela preparação psicológica: enquanto o 'título máximo' para o europeu é vencer a liga dos campeões, o nosso é vence-los no mundial, e a libertadores é vista como o torneio que dará acesso a este(claro, sem tirar o brilho do nosso torneio continental, mas é evidente o entusiasmo visto nas faixas 'Rumo a Tóquio', representando o objetivo final). Então, nossa preparação para os '90 minutos' carrega grande expectativa, e sabendo-a administrar, pode ser tranformada em responsabilidade, porque ninguém espera tanto para fazer feio, então a seriedade na disputa de cada lance mostra que uma virtude sempre teremos: a garra, embora saibamos que eles na maioria das vezes são favoritos ao título.
      Se os melhores times do futebol sul-americano estão num patamar abaixo do europeu, embora seja muito respeitado(a começar pelos números- temos mais títulos mundiais que eles), o que falar da disparidade de nível técnico no Brasil? A 1ª divisão traz todos os anos mais de 6 favoritos ao título(geralmente clubes de 4 estados: SP, RJ, MG e RS) e mais de 4 cartas marcadas para o rebaixamento(a imprensa que está abaixo do trópico de capricórnio ve como esses candidatos todos que não tiverem incluídos nas regiões sul e sudeste, além de recém promovidos como Ipatinga, Portuguesa, e times que ja estão 'tempo demais na elite', como o Figueirense).
       Teoricamente, não vivemos num 'futebol de castas', e 'todos tem chance de crescer', porém, na prática é diferente: equipes como Ipatinga, atualmente na 1ª divisão, parecem não aguentar competições de um nível mais alto que a série B e que sejam longas e desgastantes(embora faça relativo sucesso na copa do Brasil), a começar pelo fato de não estar localizada num grande centro econômico: isso não atrai anunciantes e torcida, e a imprena, que com suas críticas podem ser fundamentais para a evolução de uma equipe, mas por estar numa cidade mal acostumada com esse patamar de competição, não a guiará da maneira mais eficiente, e a sensação que imagino dentro deste clube é que os jogadores devem se sentir sozinhos, sem apoio(eu particularmente não gostaria de ir fazer uma prova de vestibular num lugar estranho e ter de passar 3 dias concentrado num hotel, sem ninguém conhecido para desabafar minhas angustias), sem estímulo por verem jogadores da mesma competição ganhando muito mais que eles, e a motivação é muito mais para procurar logo ser vendido do que ajudar a equipe.
       Quanto aos anunciantes, é uma situação difícil de resolver: realmente, ninguém quer perder dinheiro fazendo investimento numa empresa sem tanta credibilidade, seria um risco desnecessário pra as grandes, e fatal para as pequenas e médias. Sem dinheiro, não há aparição na mídia, e anunciantes só procuram quem esteja na mídia. Sem torcida grande, não há grandes consumidores, mas aumentar a torcida requer planejamentos, como projeta-lo melhor na mídia, e a melhor maneira de projeta-lo é vencendo, mas como vencer com todas essas limitações? Refletindo sobre tudo isso, chego a conclusão que vivemos num futebol de castas, onde uns estão fadados ao fracasso sem chances práticas de crescerem, e terão como maior trunfo disputar campeonatos estaduais, onde sua grandeza relampejará. 
       Integração é muito importante: manter uma equipe com no mínimo 5 jogadores titulares juntos há mais de um ano melhora o entrosamento e isso é refletido dentro de campo. Porém, não culpo os jogadores que saem para times de maior expressão: estes querem mudar de vida, crescer sócio-economicamente, e se os clubes vivem nas castas, os jogadores ainda tem alguma chance de crescer. Porém, o que me irrita são jogadores que não levam a profissão a sério e desrespeitam a torcida jogando sem garra, e o pior de tudo, farreando mesmo nos piores momentos da equipe. Não são poucos que tem conta em bares próximo aos estádios, que ao inves de se dedicarem ao treino afim de corrigir algumas falhas na sua técnica, como o passe que pode ter mais precisão, fingem contusão para não treinar. Acima de tudo, para crescer, o futebol brasileiro precisa mudar a sua mentalidade, mas por onde começar?

Botafogo X Flamengo- Final da Guanabara

  • Feb. 17th, 2008 at 6:07 PM

       Fora definido agora há pouco o último finalista da taça Guanabara 2008, e foi o Flamengo, com uma virada sobre o Vasco, com direito a pênalti defendido por Bruno e 2 gols de zagueiro(Fábio Luciano e Ronaldo Angelim).
      Ontem fora a vez do Botafogo, que vencera o Fluminense por 2 a 0(com participação de Lúcio Flávio nos 2 gols- no 1º, sua cobrança de escanteio, no 2º, de pênalti). Desde 94 não haviam semifinais da Guanabara com todos os grandes do Rio(ano em que o Vasco vencera), mas com um regulamento favorecendo as grandes equipes, só os estádios da capital foram considerados aptos para sediarem jogos do estadual do Rio(Maracanã, Engenhão e São Januário), e assim, as equipes do interior não contaram com a mesma força.
       A partida  de hoje foi marcada por um clima de 'relativa-amistosidade': por um lado, troca de comprimentos, como os de Edmundo e Bruno após gol perdido pelo Vasco, e preucupação dos jogadores da Gávea com o atacante Alan Kardec, que após contusão fora substituído por Abuda; Por outro, fatos que só as câmeras flagraram, como os agarrões dos marcadores vascaínos sobre Fábio Luciano(segundos antes do flamenguista marcar o gol de empate) e os sussurros de Ibson no ouvido de Edmundo('Vai perder, vai perder'), antes do pênalti desperdiçado pelo vascaíno, deram o toque de rivalidade que esperamos de todo grande clássico, independente da paz que esperamos nos esportes.
      Houve lampejos de criatividade, como no lance que antecedeu ào gol da virada rubro-negra, em que Leonardo Moura com uma finta conseguiu dar um chapéu num adversário vascaíno(após bola espirrada que com efeito levou-a pela linha de fundo), e o toque preciso do ala direito flamenguista para Jonatas e sua insistência na jogada que gerou um cruzamento sem tanta precisão, mas que ao menos serviu para 'cavar' o escanteio que levou à virada da equipe da Gávea.
       A rapidez do meia Morais chamou atenção, e não foram poucas as faltas aplicadas ào camisa 98 da equipe cruz-maltina. Muitas das faltas poderiam ser melhor aproveitas pela equipe alvi-negra, e não foram poucos os que tentaram: o goleiro Tiago, o experiente meia Edmundo e Andrade, que entrou no 2º tempo, pararam ou na barreira, ou nas mãos do goleiro Bruno ou mesmo 'fora do Maracanã'.
       Ja o Flamengo soube aproveitar melhor as bolas paradas, em especial os cruzamentos: mérito para seus cabeçeadores, e demérito dos marcadores adversários.
       Edmundo, após a partida, disse não ter se arrependido de ter batido o pênalti, e sim de ter jogado; Segundo ele, não estava preparado ainda(fora sua estréia), porém, sua participação foi boa, inclusive dando uma bela assistência para o gol de Alan Kardec; Se os torcedores esperaram mais da movimentação, vale lembrar que a função de camisa 10 de Edmundo atualmente se diferencia da posição de centrovante em outras épocas, em que tinha mais vigor físico, e hoje, Edmundo é um jogador mais 'cerebral', em que a bola deve chegar a ele(e não ele se desgastar marcando), para daí em diante surgir uma boa jogada, sempre com as participações da velocidade de Morais, da subida de Alan Kardec por uma das pontas(este sim deve se movimentar bastante, pois com sua idade-19 anos- se tem muito gás para dar) e casualmente das subidas de Jonílson e Amaral.
       Próximo Domingo, no Maracanã, jogo único em que sairá o vencedor da taça Guanabara, e logicamente, o 1º finalista do estadual do Rio(ou quem sabe, nem haverá uma decisão do estadual do Rio, caso Botafogo ou Flamengo vençam a taça Guanabara e a taça Rio). Domingo promete!
   

Apoio da torcida sem ofender o adversário

  • Feb. 12th, 2008 at 5:19 PM

         Para mostrar amor pelo seu time de futebol, não é necessário odiar o rival. E nessa corrente de apoio à sua equipe, respeitando os adversários, muitas manifestações vem surgindo.
        Alguns exemplos estão em gritos das torcidas, como as do:
        
          Inter: Colorado Colorado, nada vai nos separar, somos todos seus seguidores, para sempre eu vou te amar; Colorado é coração, Trago amor e paixão, para sempre Inter, oh dalê, dalê, dalê oh,dalê, dalê, dalê oh, pra sempre Inter, eu nunca me esquecerei, dos dias que passei, contigo Inter.
          São Paulo: Vai lá vai lá vai lá, vai lá de coração, vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos ser campeão!
          Flamengo: Tu és, time de tradição, raça amor e paixão, ó meu Mengo, eu sempre te amarei, aonde estiveres estarei, ó meu Mengo; Dá-lhe dá-lhe dá-lhe-ô, dá-lhe dá-lhe dá-lhe Flamengô, Dá-lhe dá-lhe-ô, Dá-lhe dá-lhe Flamengô, sou Flamengo até morrer, não importa o que acontecer, jogue onde for, do seu lado eu sempre estou.
          Grêmio: ...Grêmio te dou a vida por este campeonato, vou torcer pro Grêmio bebendo vinho, e o mundial é o meu caminho...         
           Cruzeiro: Vamos vamos Cruzeiro, vamos vamos a ganhar, vou aonde você for, só pra ver você jogar com o coração, e muito amor, Cruzeiro mais querido do Brasil.
           Corinthians: Corinthians, Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor; Aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians, para aqueles que achas que é pouco, eu vivo por ti corinthians, eu canto até ficar rouco, eu canto pra te empurrar, vamo, vamo meu timão, vamo meu timão, não para de lutar, eu nunca te abandonarei, porque eu te amo, eu sou Corinthians.
          Vasco: Eu vou torcer para o meu Vasco ser campeão, São Januário, meu caldeirão.
       
         Além dessas músicas de torcidas brasileiras, há também o Liverpool, equipe do norte da Inglaterra, que tem no seu hino e no seu escudo a frase 'You'll never walk alone'(você nunca caminhará sozinho). Com todos esses exemplos, dá para perceber que é possível apoiar seu time sem ofender o adversário.

Antes da vitória, tem que ralar mesmo!

  • Jan. 23rd, 2008 at 4:52 PM

        Um jogador de uma seleção favorita a vencer um determinado torneio, como a seleção brasileira  de futebol masculino principal na copa do mundo de 2006, deve ter em mente que ele não está prestando nenhum favor: se está disposto a jogar(ao inves de tirar férias), ele tem obrigação de lutar pelo título. Pode até não mostrar seu melhor futebol nem o time ser campeão, seu compromisso na verdade é fazer o que está à seu alcançe, e como fatores externos influenciam no seu rendimento técnico, pelo menos algo não pode faltar: garra. Ter garra só depende de si mesmo. 
        Por isso sou contra altos custos com luxo para uma seleção que não conquistou nada se tratando do torneio que ocorrerá: antes mesmo da 1ª partida, ja instalam os 'astros' em castelos imensos, com direito à quarto individual cada um, e ainda se tem liberdade para chegar a hora que quiser nos dias de folga(como fora registrado em fotos de Roberto Carlos, Adriano, Ronaldo, Dida, Robinho, Emerson e Júlio César numa balada em Weggis, na Suíça, em 2006); Isso tem de acabar, pois eles tem uma responsabilidade com milhões de fãs que cobram dele e concerteza usarão toda sua negligência na preparação para o torneio(em caso de derrota) contra o atleta e com razão, afinal, se você vai disputar um torneio, seu foco é no torneio, não se está viajando de férias, e nem se conquistou nada ainda(não falo de glórias passadas, mas falo do presente, pois ninguém ganhou nada ainda até levantar o caneco pretendido) para merecer todo esse luxo.
        É bom não confundir luxo excessivo com conforto. Todos precisam de conforto, e este sim ajuda numa preparação: exolamento da imprensa(com excessão das horas marcadas para as coletivas e entrevistas marcadas), treinos secretos, uma cama macia e quentinha, chuveiro com água quente, aquecedor ou ar-condicionado(a depender do clima local) e até piscina e salão de jogos são válidos, principalmente porque servem para os jogadores se entreterem uns com os outros, criar clima de intimidade e união de grupo afim de transportar esse introsamento de fora para dentro de campo. Mas se você tem jogadores com quartos individuais, pode-se estimular o exolamento, e se no hotel tiver acesso à Wi-Fi e monitores com entrada para video-game e Lap Top em cada quarto piorou: é muito comum que o ser humano goste de manter seus momentos de ócio, pensando na vida, com saudade da família, e por um certo estimulado pode fazer bem, mas se manter sozinho por um longo tempo, nestes 50 dias de preparação para uma copa, não é interessante, pois todos estão ali por uma causa única, que é o título, e cada momento de recreação com o grupo tem a acrescentar muito no curto tempo que é a preparação para uma copa, se levar em conta quanto tempo esperamos por ela(4 anos). 
          Da mesma forma que existe uma tendência muito grande de crianças abastadas darem menos valor ào conforto do que pessoas que vieram da pobreza(por terem vivido 2 mundos e reconhecerem a diferença de ambos), um jogador pode acabar ficando 'mimado' se receber um tratamento muito luxuoso, e mesmo que estes tenham passado por situações difíceis na vida, estes serão esquecidos se este notar que não pode conquistar mais muita coisa; Por isso sou a favor que no início da competição uma equipe grande começe hospedada num lugar confortável, porém não luxuoso, com uma tv para todos assistirem juntos, e áos poucos pode-se pensar em uma tv por quarto, e ào decorrer da competição e cidades por onde passam, a qualidade dos hotéis poderá ir melhorando: funcionaria como um estímulo ào bônus em dinheiro que um jogador ganha ào fazer um gol ou que toda a equipe ganha ào passar de fase, e é interessante retribuir em dinheiro, em melhora de conforto e com treinos mais levs à medida que o time vai evoluindo na competição, porque você tem que começar de baixo e ir evoluindo, sentindo que sempre terá algo para conquistar a mais, até a concretização(ou não) do seu objetivo: vencer o torneio.
           Os treinos tem de ser puxados no início, isso poderá trazer risco de contusões para os jogadores que jogam na Europa(a maioria) pois estão no fim da temporada, mas o técnico tem de deixar claro que serão 50 dias de sacrifício, e quem não conseguir acompanhar o ritmo tão bem deve ser supervisionado com mais cuidado pelos preparadores físicos, e estes notarão se o problema é com peso(como foi com Ronaldo, Ronaldinho e Adriano), idade(Cafu e Roberto Carlos) e entre outros. No caso de peso, mostra ser uma falta de consideração desses atletas, que deveriam se preparar muito antes para manter a forma(em cima da hora fica impossível) e então tem de se exigir sem dó; No caso de idade, estes jogadores poderão abrir uma excessão para certos trabalhos exaustivos(lembrando que eu fui contra a convocação dos nossos laterais para a copa de 2006, pois eles preujudicaram o grupo- não por sua culpa, mas porque o que os levou à seleção no início da carreira foi justamente o preparo físico, e este vai piorando ào decorrer do tempo, cabia ào técnico Parreira perceber isso e não se deixar levar pelos interesses dos patrocinadores).
           Com o tempo, a carga de treinos deve diminuir; Me lembro de Luís Felipe Scolari, que às vésperas do jogo decisivo contra a Alemanha na copa de 2002 afirmou para os atletas ''Vocês não tem mais muito o que aprender  ou aperfeiçoar nos treinos, cheguem na decisão e façam o que vocês sabem fazer de melhor". Realmente, a progressão da equipe na competição fará com que se precise cada vez menos de treinos(e a carga destes irá diminuindo àos poucos). Lembrando que treino não é festa para gerar dinheiro, e muitas das jogadas tem de ser secretas, portanto, sou contra o clima de euforia em treinos, a exemplo da seleção na copa de 2006, que não havia ganhado nada e ja desfilava como destaques de um torneio que nem havia começado, com torcidas  marcando presença e até cobertura televisiva completa.
            Claro que tem de haver dias de folga ào decorrer da competição, isso é até uma retribuição ào esforço dos atletas dentro de campo, mas há uma tendência muito forte à, quanto 'mais importante' for uma equipe, mais relaxada ela será, e essa mentalidade tem de acabar: craques tem de correr o risco de perder a vaga para deixarem de ser burocráticos, e seleções favoritas tem de ficar hospedadas em lugares menos luxuosos no início da competição, para progredirem àos poucos no conforto dos hotéis e olharem para trás e afirmarem ''olhem quanto ja conquistamos, começamos naquele hotel 3 estrelas e agora na véspera da decisão estamos num castelo com o campo ào lado!".
            Se tratando de futebol, o esporte mais popular do país, a imprensa vai pedir a cabeça de todos se não jogarem com garra(a Argentina perdeu a copa de 2006 mas seus atletas voltaram como heróis graças a sua postura de guerreiros), e vão jogar a culpa no que hover de brecha a ser criticada, o tratamento luxuoso é um exemplo; Quanto maior a sua responsabilidade, mais duro você tem de dar para não receber críticas, e no nosso país esse valor tem se invertido, ja que quem está mais nos orgulhando são modalidades pouco vistas,  menos pressionadas e menos expostas pela imprensa, como o futebol feminino e handball(campeão no Pan no masculino e feminino); Como será a preparação deles para às olimpíadas? Não dá para saber com tanta precisão, pois não estão tão expostos à imprensa(como eu ja havia mencionado antes).

Introdução ào futebol(1)

  • Jan. 7th, 2008 at 4:47 AM

        O futebol é um esporte dentro de vários outros, que poderia ser dividido em: % de posse de bola, contra-ataque em alta velocidade, cruzamento na área... Mesmo com todas essas divisões que somadas e nas estatísticas seu time estiver vencendo em todas elas, no final das contas o que vai contar é o placar do jogo, a quantidade de vezes que a bola passou da linha do gol, talvez pela pluralidade de objetivos o futebol seja taxado de injusto mesmo para quem o adora.
        Porém, não significa que, por o único fator que leva a vitória ser a passagem da bola sobre a linha do gol, os outros fundamentos não serem importantes, pois são estes que os levarão a ter oportunidade de conseguir o momento denominado gol(do inglês goal, que quer dizer 'meta cumprida') e a não ser que setores do campo exolados, como o ataque, desperdiçem muito gols(setores exolados onde há defeito são chamados popularmente de 'o câncer do time') ou um lance exolado(em que a defesa que trabalhou certo 89 minutos falhou no minuto que não deveria), tem mais chances de vencer uma partida a equipe que jogar melhor, o que não necessariamente significa superioridade técnica, pois em campo os jogadores tecnicamente inferiores podem se superar, ultrapassando seu nível normal de talento por estar num dia inspirado, e o melhor time pode não acompanhar o ritmo do adversário, por ter seu talento ofuscado pela equipe que não o deixa jogar.
          A marcação não deve ser homem à homem, e sim por zona(como numa guerra) e sob pressão, empurrando o adversário para trás e tendo consciência que quanto mais ele avança mais riscos você corre, por isso os seus atacantes devem marcar a saída de bola, e assim todos emourrando a equipe adversária para trás naturalmente seu zagueiro subirá como elemento surpresa, trocando passes com atacantes na entrada da área e aumentando seu volume de jogo(grande quantidade de jogadores articulando o gol) para assim, seu poder ofensivo ficar maior, mas vale lembrar que subidas de defensores levam risco, então não se pode errar passe, ja que estás vulnerável(duas formas interessantes de se encontrar protegido com essas subidas é avançar seus volantes em linha com alas ou laterais para fazer linha de impediemnto ou algum meio-campista voltar para tomar conta do 'buraco' que o zagueiro deixou com sua subida).
            Numa competição em formato de copa(em que o sistema mata-mata te deixa frente a frente com um adversário de cada vez até chegar a final), se seu time é inferior tecnicamente, você deve se expor menos ào ataque, deixando o tempo correr com posse de bola sua(assim como um alcoolotra que tenta largar o vício e conta cada minuto sem beber como uma vitória, o time inferior tecnicamente deve comemorar cada minuto sem tomar gol como um pequeno degrau para a conretização que vai se aproximando) afim de desesperar o adversário, que se sentirá na obrigação de vencer, e assim naturalmente ele oferecerá alguma brecha. Se seu time é tecnicamente melhor, você deve procurar a vitória o quanto antes, impôr seu ritmo de jogo, bola no chão(sem chutões e lançamentos de difícil domínio para o companheiro) e jamais deixar o adversário gostar do jogo, por isso o ideal é marcar 2 gols de diferença e depois tocar a bola, pois com o desespero do adversário sairão mais gols a seu favor.
          Agora, se o formato for o de liga(em que todos jogam contra todos e o vencedor é o time que marcar mais pontos), a possibilidade de uma equipe tecnicamente fraca em relação às outras vencer é mais remota, porque, mesmo que na teoria não aja decisão, na prática as partidas decisivas ocorrem com seus adversários diretos ào objetivo, seja ele o título, a qualificação para um torneio maior ou escapar do rebaixamento(que logicamente você só vai ter certeza de quem foi no final da competição), e no caso de almejar a 1ª colocação, tem de vencer os melhores, pois estes provavelmente lutarão pelo topo da tabela, e vence-los significa ganhar 3 pontos e faze-los deixar de ganhar 3 pontos, sendo que o empate deixa a ascensão neutra, e nas copas, se luta por 90 minutos se for necessário pelo empate caso sua equipe seja inferior tecnicamente(aturar prorrogação e disputa de pênaltis faz parte da estratégia mais lúcida de vence-lo), na liga, se empatar com seus concorrentes diretos será péssimo, por isso terás que ser mais agressivo e deixar sua defesa mais vulnerável, e assim, a possibilidade de derrota e vitória é maior(sendo que na teoria sua equipe tem mais chances de perder).
            Sobre esquemas táticos, vou falar de 2 esquemas comuns e de pouca ousadia, o 3-5-2 e o 4-4-2, mas antes de explicar esses esquemas, é importante falar da cultura futebolísitca entre 2 países distintos no quesito técnica: Brasil e Itália.
             Numa partida amadora no Brasil(popularmente chamada de 'pelada, baba ou racha', a depender da região) se valoriza muito técnicas que não levam ào gol(pura e simplesmente pela diversão), como caneta(passar a bola entre as pernas do adversário e a buscar), lambreta, banho, lençol(encobrir o adversário e a buscar de volta), elástico(enganar o adversário entortanto a perna com a bola em uma direção e a fazendo parar em outra) e entre outras; Após estas partidas, os 'peladeiros' trocam gozações um com o outro: 'Te passei 2 canetas, 2 banhos e te entortei num elástico lindo', e o outro responde: 'Isso não ganha jogo, por sinal, seu time só fez perder para o meu'.        
           Nesse ambiente em que os 'efeitos técnicos' são colocados em comparação com o resultado da partida, a beleza do jogo está em 'iludir o adversário, fazendo o passar vergonha pelo talento usado sobre ele', nasce jogadores do mais alto nível técnico, porém muitas vezes irresponsáveis quanto à causa coletiva(como de tocar a bola e marcar). O brasileiro gosta de driblar, dar show, e também fazer gols, especialmente se esses gols vinherem de jogadas individuais cheias de ginga e talento.
             Na Itália estão os maiores defensores do mundo, e lá as crianças são educadas desde cedo a gostar de defender(ào contrário do Brasil). Mesmo tendo muitos talentos na arte de fazer gol ào longo da história, como Meazza, Paolo Rossi e Baggio, são zagueiros e laterais os maiores destaques da seleção italiana, a exemplo de Baresi, Maldini, Cannavaro e Nesta. Num ambiente em que se aprecie a arte de roubar bolas e rapidamente ligar um contra ataque, normal que a demanda de defensores seja maior que no Brasil.
               Resumidas as histórias de futebol dos maiores vencedores das copas do mundo, é preciso explicar os setores do campo, que são divididos em defesa(zagueiros e laterais), meio-campo(volantes, meias e alas) e ataque(centro-avante e pontas); Na defesa, o 4-4-2 conta com 2 zagueiros e 2 laterais, ja o 3-5-2 conta com 3 zagueiros. No meio-campo, o 4-4-2 conta com 2 voltantes e 2 meias, ja o 3-5-2 conta com 1 volante, 2 alas e 2 meias, e no ataque os dois esquemas geralmente usam dois centro-avantes(um leve e outro pesado) ou 1 centrovante e 1 ponta.
               Então, baseado na cultura futebolística, acho que o esquema ideal para o Brasil é o 3-5-2, porque aqui temos muito mais facilidade para encontrar alas do que laterais(Roberto Carlos e Cafu fizeram parte da última geração de 'bons marcadores do lado do campo', mas ja com a idade avançada estavam perdendo no pique para os adversários, sendo que o pique era o diferencial deles, mas como Parreira não quis mudar de esquema e colocar Cicinho e Gilberto, o Brasil continou fraco nesses setores do campo). Daniel Alves do Sevilla, Cicinho da Roma e Gabriel do Fluminense se encaichariam bem no papel de ala direito, pois são  habilidosos, e tem como virtude maior partir em direção ào gol, ja Maicon do Inter de Milão tem características mais defensivas; Na ala esquerda, Marcelo do Real Madrid, Júnior César do Fluminense e Gilberto do Hertha Berlim fazem melhor o trabalho de assistenciar o meio e ataque, por isso, acho que a tendência é o Brasil usar esquemas de 3 zagueiros fazendo a proteção(Dunga optou na copa América pela marcação adiantada com seus 3 volantes- Elano, Mineiro  e Elano, que junto com o meia Julio Baptista formaram um 'losango') e deixar nossos jogadores 'da esquerda e direita' jogar mais soltos(não significa que vão deixar de marcar, até os atacantes marcam, mas a função de proteger a defesa será essencialmente da defesa).
              Ja a Itália combina muito com o 4-4-2: jogando com 2 zagueiros e 2 laterais, e no meio-campo 2 volantes(no 3-5-2 é apenas 1), o time garante sua identidade e característica nacional; Seu sistema 'catenaccio' depende de uma defesa sólida, volantes versáteis, e mesmo assim, a Itália não deixa de ter boas referências nos setores de criação e ataque(lembre que a Itália é a terra de Meazza, Paolo Rossi, Baggio e Totti) para fazer seus gols(geralmente poucos, mas suficiente para te dar 4 títulos mundiais e respeito no mundo todo).

Camisas de times de futebol(estilo)

  • Dec. 29th, 2007 at 4:43 PM

       Muitas vezes a tradição perde espaço para o alternativo, e assim, o Palmeiras ganhou um uniforme 'verde-limão', que foge do tradicional verde escuro.
O Vitória ja variou seu 1º uniformes entre listras rubro-negras horizontais(o mais tradicional e atual) e verticais(durante boa parte das décadas de 90 e 2000). Ja teve um 3º uniforme amarelo(usado apenas em copa do Brasil, mas esta 'tradição' não pegou) e hoje tem como 3º uniforme uma camisa não tão popular entre sua torcida(ja que não deu sorte, pois no único jogo que a usou empatou contra o Ceará em pleno Barradão e nunca mais a usou), mas que chamou atenção para uns, por ser bonita, por outros, por ser horrorosa.

O Bahia, que para muitos brasileiros é mais famoso pelo 2 º uniforme de listras tricolores verticais, ja teve no final da década de 90 essas listras na diagonal, e atualmente, tem o na vertical, mas não tricolores, e sim apenas com as cores azul e vermelha. O 3º uniforme continua sendo azul, como em outras épocas, mas está diferente: listras verticais azul escuro e azul mais claro acompanhados de uma pequena fitas vermelhas deixam o uniforme muito bonito, acompanhado de detalhes dourados na manga e gola, uma pena que o patrocinador polua demais o uniforme.

Ninguém sabe ào certo qual são os 2º uniformes de Real Madrid e Barcelona: no caso do time merengue, o lilás ja foi a camisa que sucedeu a tradicional branca, mas o time joga tantas vezes com a verde e a preta que não parece ter um 2º uniforme decidido, e no caso do time catalão, variam os verde-limão, azul piscina e laranja.
     Há quem critique as camisas alternativas, e há times que se flexibilizam mais que outros: eu não consigo ver o Vasco jogar sem a faixa diagonal, por exemplo. Mas uma coisa é certa: sem os patrocinadores, as camisas ficariam muito mais bonitas.

O erro do Boca Juniors.

  • Dec. 17th, 2007 at 1:45 AM

       Antes, o mundial inter-clubes(que contava com apenas 2 continentes) tinha a presença de craques sul-americanos(o Santos de Pelé e o Flamengo de Zico por exemplo, numa época em que os jogadores não migravam como hoje) e força e organização tática européia; Hoje, os papéis se inverteram: com os maiores craques do planeta(inclusive sul-americanos) atuando pelos clubes europeus, o diferencial dos sul-americanos está no desejo forte de vencer o mundial(sempre mais querido aqui do que lá) e paciência para resolver a partida seguindo normas táticas(sem se precipitar e partir para cima como o Boca Juniors fez ontem contra o Milan, o que foi um grande erro). O físico como um todo(força, preparo...) está mais do lado dos europeus, que estão no meio da temporada(há 4 meses vindo de férias) e sem tantos problemas de constusão frequentes em equipes cansadas de um ano puxado. 
         Os europeus ja foram assim: se perdiam o mundial de clubes, afirmavam que não era um torneio importante, e sim 'um amistoso'(o importante mesmo seria a Uefa Champions League); Mas se vencem, param a cidade de tanta festa, como o Real Madrid em 98(que vinha com esse discurso). Ultimamente os clubes europeus tem admitido levar mais a sério o mundial, e justificavam suas derrotas com "a melhor adaptação dos sul-americanos ào Japão, ja que estes chegam mais cedo"(e os europeus, pela agenda apertada, chegam em cima da hora- com excessão desse ano) e que "o ideal seria voltar àos velhos tempos, em que as partidas de ida e volta decretavam com muito mais justiça a 'melhor' equipe".
        De fato, as equipes européias tem jogadores de mais valor no mercado, e que estão acostumados a enfrentar adversários muito mais difíceis que os sul-americanos, mas em 90 minutos de duelo, toda a ausência de um passado de sucesso de alguns jogadores sul-americanos pode servir de etímulo à demonstrar garra e mostar seu valor, mostrar que as capacidades técnicas podem ser bastante semelhantes do outro lado, mas por acaso não se conseguiu o efeito de grandeza 'ainda', ja que pode acontecer no momento em que se vence uma equipe tida como favorita; Foi assim que Ceará marcou Ronaldinho Gaúcho e que Lugano marcou Gerrard(e ficou ainda mais famoso e reconhecido e isso pode ter o ajudado a jogar no Fenerbahçe, que está na fase final da Uefa Champions League).
          Porém, a vontade de ganhar tem que ser seguida de uma obediência de estratégia: não adianta a equipe sul-americana assumir a postura de 'dominadores do jogo' e partir para o ataque em peso, esqueçendo-se do planejamento tático em que cada jogador deve estar no seu setor para receber o ataque europeu, que é muito mais forte e organizado, e portanto, necessita de uma forte resistência(se o time se dispersar como o Boca- com deslocamentos frequentes de defensores e meias-, que desde o início agiu agresssivamente em busca do gol, vai se deparar com uma desfesa muito bem montada, que o ideal é que seja batida de surpresa-como nos gols de Mineiro e Adriano-, e levará a consequência de um ataque com os setores do campo desorganziados).
           O que o São Paulo e o Internacional fizeram para vencer os mundiais Fifa foi não 'explodir' num lance de ataque mal planejado da partida, e sim agir com 'tranquilidade'(embora nervosismo seja normal e aceitável até um determiando ponto numa partida desse porte- estimula a garra na marcação por exemplo), obedecendo às ordens de um treinador consciente da limitação de sua equipe e que irá vencer o jogo no erro do adversário(que em poucos momentos do jogo irá aparecer), com marcação sobre pressão(com atacantes começando a marcação na saída de bola, como Fernandão fez com muita garra contra o Barça) e valorizando cada bola roubada como uma mini-vitória(bola caminhando pela lateral meter de bico na arquibancada sem graçinha, pois o jogo é sério e se planejou por muito tempo chegar em Yokohama, sua torcida espera muitas vezes à decadas por este momento  que pode nunca mais-quer dizer demorar muito tempo- acontecer novamente).
          O Boca Juniors não respeitou o Milan: na saída de bola no meio do campo ja procurava o gol, como se fosse tecnicamente igual ou melhor, e o resultado disso no decorrer da partida foram 3 gols que poderiam ser evitados: em 1º, não marcaram Kaka com eficiência, então o 1º gol de Inzagui(passe de Kaka) foi infantil e não consigo imaginar São Paulo e Internacional o tomando; o 3º gol(de Kaka) mostrou a fragilidade do lado direito do Boca, que o deixou entrar na área e chutar fraco para a falha do goleiro Caranta(pela 1ª vez um goleiro sul-americano está mal preparado para uma decisão dessa: nas outras vezes Rogério Ceni e Clemer fizeram defesas importantes e difíceis, ja Caranta parecia depender de seus companheiros de defesa para não precisar trabalhar e assim não falhar). O 2º gol(de Nesta) não chegou a ser uma falha grave, pois foi um rebote em que Nesta chutou num lance rápido(talvez com melhor posicionamento e reflexo o goleiro do Boca defendesse, mas não foi falha) e o 4º foi consequência do desespero.
          O Boca perdeu o jogo mas jogou como 'equipe grande', ja as brasileiras tiveram consciência de suas limitaçõs e venceu não se importanto com a postura(afinal, do que adianta se mostar confiante, se muitas vezes o adversário te vence pelos seus erros, portanto, você perdeu para sim mesmo em parte e nãp precia mostrar para os outros que você 'está bem' ). O Boca Juniors chegou no Japão apenas 1 dia antes do Milan, e chegou em clima de festa, sorrindo; Ja o Milan, chegou sério, muitos poderiam pensar que a quipe italiana não estava otimista, mas na verdade, esse é um tipo de estratégia. O Milan respeitou até o Urawa Red Diamonds, enquanto o Boca Juniors assistiu à partida de seu eventual adversário e seus jogadores trocavam risadinhas de deboche, porque o Milan estava ganhando apertado da equipe japonesa. 
          Ào final do jogo, o Milan foi campeão, a partida teve cara de 'um clássico de gigantes, em que um venceu apenas porque, nuam final, não se pode dividir título, e que nem sempre quem perdeu merecia-levando se em conta qualidade técnica-, por não estar num bom dia'(o placar de 4 a 2 não foi uma goleada e dá até impressão de equilíbrio, mas o jogo chegou a ficar 4 a 1); Ja o São Paulo e Internacional venceram dando uma impressão que 'fora zebra, que um time pequeno bateu um grande'; Mas e aí, você prefere vencer independente de como seja a impressão para os outros, ou perder com elegância?

Camisas de times de futebol(peso)

  • Dec. 16th, 2007 at 1:51 AM

        Existe todo um significado amplo e complexo em uma camisa de futebol, e não falo da tecnologia dos tecidos cada vez mais confortáveis e nem de patrocinadores: falo do que ela pode servir de instrumento para mostrar o valor de uma equipe e consequentemente, o respeito do aversário.
        No final da década de 90, a Topper lançou camisas com uma pequena faixa atrás(acima do número) 2 linhas: na de cima, o nome da equipe completo, e na debaixo, a sigla do estado seguido de 'Brasil'. Foi com essa camisa que o Corinthians venceu o mundial em 2000, com uma camisa que trazia a referência do seu país num tornei internacional(o que é interessante). Em 2005, também patrocinado pela Topper, o São Paulo quis colocar uma bandeira do Brasil na mesma posição em que o Corinthians colocara essa pequena faixa, mas a Fifa criou uma certa burocracia, dificultando o processo(a Fifa tem normas extremamente rígidas com uniformes no mundial de clubes, inclusive criando medidas máximas para o tamanho do escudo e do patrocinador- podendo apenas ser um, na frente e atrás, e nada de manga por exemplo), talvez com princípio que a bandeira brasileira, por simbolizar país mais poderoso nas copas, pudesse intimidar times pequenos como seu adversário na semi-final(que seria o Al Ahly ou Al Itihad- acabou sendo o Al Itihad), mas no final das contas, a bandeira foi permitida e o São Paulo venceu o mundial. No ano seguinte, no mesmo torneio, o Internacional também usou a bandeira brasileira nas costas e foi campeão. 

          


           No Brasil não existe critério para colocar estrelas no escudo, quanto menos lei que proíba. O Sergipe, por exemplo, tem apenas títulos estaduais, no entanto, tem 6 estrelas no escudo, explica-se:  foram 6 títulos sergipanos consecutivos, de 1991 à 96, marca que o rival Confiança no máximo conseguiu 2 consecutivos, portanto, essas estrelas são um ícone para se orgulhar e causar inveja no rival. No Brasil essa prática é comum, inclusive com time campeão mundial: o Flamengo, nas décadas de 80, 90 e 2000 chegou a exibir para cada estrela um tri-campeonato consecutivo, sendo que em 2001 houve festa pelo 'tetra tri-campeonato consecutivo', então o rubro-negro colocou a 4ª estrela no escudo, enquanto que a conquista contra o Liverpool em 1981 só foi aparecer no escudo do time na década de 2000.
            O Flamengo não só não valorizou o título mundial como merecia, como esqueceu de 'tirar sarro dos rivais' por ter conseguido 3 títulos num ano só(portanto, tríplice coroa) O São Paulo também conseguiu o feito em 92 e não colocou uma coroa junto ào escudo: o 1º à o fazer foi o Cruzeiro em 2003 e depois o Inter em 2007(vale lembrar que nem sempre coroa é sinônimo de tríplice coroa, como no raro caso do Real Madrir, que por ter seu nome e origem ligado à realeza, colocou a coroa como símbolo do rei).
 


            Enquanto a cultura brasileira é liberal com as representações de títulos(principalmente porque os títulos estaduais e regionais dividem atenção com os nacionais, diferente da maioria dos países que só tem uma liga por ano e englobando todo o país), na Itália há normas para se ter uam estrela:  cada uma vale por 10 títulos, e os únicos 'estrelados' são Juventus, Milan e Internazionale. Interessante também que lá por 1 ano(ou mais, se conseguir conquistar o título novamente) a atual campeã dos torneiso principais(Série A e Coppa Italia) colocam na camisa um símbolo do torneio(que não é o símbolo da Federação, diferente do Brasil, que quando se tem um título nacional, se coloca o símbolo da CBF, quando se tem o estadual, se coloca o símbolo da Federação local).


Instituições de futebol

  • Dec. 15th, 2007 at 6:43 PM

        Por dentro de orgãos como a CBF, existem instituições que regulam seus campeonatos, como o clube dos 13(organiza a 1ª divisão), A FBA- futebol Brasil associados(organiza a série B) e a BR3- Brasil futebol 3(organiza a série C), além de 27 federações estaduais que qualificam as melhores equipes de seus torneios para a série C e copa do Brasil.
         A seleção brasileira de futebol leva o escudo da CBF na camisa, assim como a Argentina, mas há países que, mesmo tendo sua 'federação' nacional de futebol(apenas no Brasil se chama 'confederação de futebol', nas demais localidades 'confederação' são apenas instituições continentais, como a Confederação de futebol da África), estampam na camisas de suas equipes outro escudo, como a Espanha e Portugal(que mostram um síbolo presente na sua bandeira nacional), França(escudo típico da seleção) ,Turquia e China(mostram a própria bandeira nacinal) e a Alemanha e Itália ja tiveram mais de um escudos, ambos atuais(diferente do Brasil, que demorou para mudar de um escudo à outro, de CBD para CBF); Além disso, muitos seleções tem apelidos famosos, como 'Azurra'(Itália), 'Fúria'(Espanha), 'Celeste'(Uruguai), 'Leões indomáveis'(Camarões) ' Le Bleus'(França), o que as diferenciam ideologicamente de uma instituição(da federação, apesar de ambas estarem ligadas).
        Na Espanha, há escudo para a seleção, para a federação e para a liga, enquanto que no Brasil o escudo da seleção é o mesmo da confederação, e a liga não tem uma marca tão forte(como uma logomarca, presentes na Inglaterra, Itália, Espanha, EUA, Japão, Coréia do Sul, França e Holanda), além de não ter um nome específico(chama-se simplesmente 'campeonato brasileiro'), e nos países citados anteriormete se chama, respectivamente: Premier League, Serie A, La Liga, MLS, J-League, K-League, Ligue 1, Eredivisie.
      Vale lembrar que a a publicidade 'emprestou' o nome a várias ligas: na Inglaterra, a Premier League é igualmente conhecida como Barclay's Premiership(Barclay's é fabricante de Gim); Na Itália, a empresa de celular Tim se junta ào nome do torneio(Serie A Tim); Na França, outra empresa de celulares(Orange) dá nome ào torneio(Ligue 1 Orange); Na Argentina(como na Bolívia, Chile e Peru), há dois torneios em formato de liga(pois não há copas em sistema  mata-mata, como a copa do rei da Espanha, FA Cup-Inglaterra-, US Open cup-EUA- e a própria copa do Brasil), que são os torneios Apertura(começando no meio do ano) e o Clausura(começando no início do ano), e estes dois torneios tem os nomes de 'torneio aperura(ou clausura) gillette prestobarba; Na Bélgica, a liga se chama 'Jupiler League'(Jupiler é uma fabricante de bebidas local).
        Não só os torneios nacionais usam patrocínios em seus nomes: o 2º torneio de maior expressão na América do Sul se chama 'Copa Nissan Sul-americana'(Nissan é uma fabricante de automóveis japonesa), e o 1º em expressão no continente se chama 'Copa Santander Libertadores'(banco espanhol; Mas o torneio ja se chamou 'Copa Toyota Libertadores'- Fabricante de automóveis japoneses que recentemente deu nome ào mundial interclubes de 1980 à 2004 com o nome de 'Copa Toyota'). O ranking de seleções nacionais oficial da Fifa se chama Fifa/Coca-Cola World Ranking.

*Quando citei Liga falei o campeonato principal(e elite do futebol local, sem contar com as divisões inferiores- equivalentes à 2ª e 3ª divisões do futebol brasileiro, por exemplo).




 

      As diversas visões maniqueístas divulgadas amplamente pelos meios de comunicação influenciam a concepção de muitas pessoas a cerca de um determinado povo. Algumas visões antropológicas podem existir, mas não necessariamente afirmando que um certo povo é a rerpodução da cópia estereotipada, um exemplo é o preconceito que afirma que os baianos são preguiçosos; Uma das explicações antropológicas consta que os escravos não trabalhavam com a mesma 'vontade' dos assalariados(é óbvio, quem se sente feliz sendo escravo, e quem produz algo eficientemente sendo infeliz?), e como a Bahia é um estado de maioria negra(e a maioria dos escravos no Brasil eram negros*), acabou ficando com esse injusto julgamento.
       É bom tomar bastante cuidado com as informações passadas, especialmente as que viram piada. Um outro exemplo de estereótipo, sendo esse mais difícil de ter argumentos contra, é que 'os argentinos são arrogantes, prepotentes, pirraçentos e catimbeiros'. Bom, muitos exemplos ja foram dados para defender essa tese: no futebol, são os argentinos que mais provocam e molestam o adversário(a exemplo da pequena equipe do Estudiantes de La Plata, campeão da libertadores de 68, 69 e 70 com ajuda de alguns métodos 'inconvencionais', como pesquisar sobre a vida pessoal dos atletas para os provocarem e mandarem mulheres para as concentrações dos adversários para estes perderem o foco da partida), que se jogam no chão nos últimos minutos da partida cavando falta e fazendo cera(é a velha catimba) e que dentro de campo demonstram segurança em si mesmos(perdem o jogo mas não perdem a 'elegância e postura', sendo que não conquistam um mísero título desde 93). Porém, mesmo com todos esses fatos, ainda acho que julgar todo um povo de mais de 40 mil habitantes espalhadas por uma área de 2.766.889 km² pelo comportamento de alguns esportistas inconsequentes(a maioria deles concentrados na grande Buenos Aires, e não no seu vasto território) que sujam a imagem de seu país é um ato precipitado. Podem até existir traços culturais(hábitos) expostos por uma minoria, mas geralmente a representação mais fiel de um país é o próprio povo, portanto, só da para ter uma noção de como são os argentinos se de fato conviveres de perto com a realidade deles, comparar seus comportamentos com o dos esportistas e compreender porque existe uma rixa entre o Brasil, tão estimulada entre os meios de comunicação daqui e de lá(e que por sinal, essa rixa deve gerar muito dinheiro, ja que em jogos desses 2 países o mundo pára para ver).
         Os jogadores do Boca mostraram borçalidade no estádio de Yokohama, quando estavam assistindo ào jogo do Milan e Urawa e riam entre si, imagino eu que estes riam porque o Milan ganhou apenas de 1 a 0 para uma equipe tecnicamente inferior e portanto, não ofereceria perigo na final. Pode ser um grande erro para estes jogadores, que não aprenderam com fatos passados que o melhor método para se alcançar a vitória é ter humildade. Torcerei para o Milan na final, mas não por achar os argentinos como um todo arrogantes, e sim por achar 'boa parte' dos jogadores do Boca desmerecedores de um título deste porte.

*Até 1898(data de abolição da escravidão), houveram escravos negros, índios e portugueses do norte(os portugueses dominantes e colonizadores do Brasil vinheram do sul daquele país, região mais rica, onde fica a capital Lisboa- o Rio Tejo 'separa ideologicamente' o sul rico do norte agrário, e este rio desemboca na cidade de Lisboa para o oceano atântico)

Postura do Milan

  • Dec. 7th, 2007 at 6:53 AM

      Bom, daqui a pouco começará o 1º jogo do mundial inter-clubes(a única oitava-de-final, que será entre Sepahan do Irã e Waitakere United, time amador da Nova Zelândia), que promete muito: até agora nos mundiais da Fifa, só deu América do Sul(mais especificamente, Brasil): foi um título do Corinthians em 2000, do São Paulo em 2005 e do Internacional em 2006. 
         Nesse século XXl o duelo de sul-americanos e europeus está empatado, com 3 vitórias para cada (os sul-americanos conquistaram títulos em 2003, 2005 e 2006, e os europeus em 2001, 2002 e 2004), e por falar no número 3, Milan e Boca Juniors são tri-camepões mundiais(não da Fifa, mas da época em que se jogava uma única partida entre os campeões continentais desses 2 principais continentes), e podem conseguir o inédito tetra(junto com eles, Nacional e Peñarol do Uruguai, São Paulo e Real Madrid são os maiores campeões mundiais, mas o tetra não é certo, ja que outras 5 equipes tem chances de ganhar- pelo menos na teoria, mas como isso nunca aconteceu ainda, poucos contam com uma surpresa logo na 4ª edição do mundial de clubes da Fifa).
         O Boca Juniors não está com o seu grande astro, Riquelme, que após vencer a libertadores, se transferiu para o Villa Real da Espanha(clube detentor de seu passe, que emprestou para ele jogar um tempo na Argentina), onde não teve espaço, e assim retornou ào clube que o revelera, mas ja era tarde demais para jogar o mundial- a Fifa só permite que o jogador jogue o torneio se tiver no clube há pelo menos 3 meses(e Riquelme chegou há menos de 2 meses).
        Do lado do Milan, não há desfalques quanto ào time que joga o campeonato italiano, mas muitos desejavam ver Alexandre Pato(que ainda não estreou no time profissional) se tornar ào lado de Dida os únicos jogadores brasileiros a jogar dois mundiais Fifa(Dida havia sido camepão com o Corinthians em 2000, e Pato com o Internacional ano passado).
         Há muita seriedade no Milan, que pode até perder o mundial(claro, se todos soubessem com antecedência o vencedor, não haveria jogo), mas que certamente não cometeu e nem vai cometer o mesmo erro das outras equipes européias: subestimar as equipes sul-americanas. Em 2005 por exemplo, Steven Gerrard, do Liverpool(equipe que naquela época estava há 10 jogos sem tomar gols e havia mostrado eficiência assustadora na fácil vitória por 3 a 0 sobre o Saprissa da Costa Rica) afirmou que ''sentia-se invencível", ganhou a antipatia do público, provocou o adversário a surpeender(um grande erro, infantil diga-se de passagem) e assim o São Paulo tomou muito sufoco, mas venceu a partida. No ano passado, a história foi parecida: nas semi-finais, vitória apertada dos sul-americanos e vitória fácil dos europeus, que mais uma vez subestimaram(dessa vez, o brasileiro Ronaldinho, do time espanhol, afirmou "O Barcelona fará história no Domingo", e ficou subentendido que ele havia declarado a vitória com antecedência), e mais uma vez os sul-americanos ganharam uma força a mais do adversário e colocaram em campo a garra de quem quer superar suas limitações técnicas através da raça.

           Esse tipo de vacilo o Milan não tem dado: o time chegou sério no Japão(abaixo foto de Gatuso), nada de festa, glamour, e sim postura de um time consciente de sua responsabilidade, que mesmo sabendo que é tecnicamente superior àos demais, sabe que no futebol semrpe haverá possibilidade de derrota. O Milan ja treinou no Japão(segue fotos), e nos últimos 2 anos a equipe sul-americana chegava muito mais cedo que a européia, dessa vez a diferença foi de apenas um dia(O Boca Juniors chegou na 4ª feira e o Milan na 5ª feira), o que mostra interesse da equipe italiana em fazer com que todas as condições fiquem favoráveis para a partida da semi-final 5ª feira(poderá ser entre Sepahan do Irã, Waitakere United da Nova Zelândia ou Urawa Red Diamonds do Japão).
          Respeitar o adversário, além de ser ético, é uma estratégia inteligente, afinal, o adversário cresce quando é subestimado. E vou admitir que mesmo sendo latino-americano, estou achando que vou torcer pela equipe italiana, e não pelo Boca Juniors ou Pachuca do México, tanto pelos jogadores do Milan- alguns deles brasileiros, como Kaká, Dida e Ronaldo- quanto também pela antenção que a equipe de marketing dá ào Brasil: ja foram instalados espaço temático da equipe no Rio de Janeiro e o seu site tem versão para português(e não é de portugal, e sim do Brasil), o que mostra respeito àos interessados pelo clube do nosso país*(embora que o interesse com isso,  e como todo o uso do marketing, é ganhar algo em troca, mas nem todos fazem isso, e passei a admirar esta equipe por essas pequenas ações).

*Sou contra uma pessoa ser 'fã incondicional' de uma equipe que não tem haver com sua realidade, mas é interessante poder acessar à um conteúdo em seu idioma natal, afinal, o A.C.Milan desperta interesse em todos pela sua grandeza; Eu tenho admiração pelas atitudes da equipe, mas não sou torcedor do Milan, se não estaria sendo contraditório com minhas idéias.

            Abaixo, imagens do Milan:














      No caso do futebol, torcer pelo fortalecimento dos times fracos(com auxílio de orgãos responsáveis, como federações nacionais de futebol ou até mesmo do ministério dos esportes) não significa dizer que os times de maior expressão exercem postura opressora sobre os demais: nesse ponto, o futebol é diferente da vida humana, pois eu critico muito algumas partes dos modelos capitalista e espero que a revolução venha de todos os setores(inclusive dos detentores dos meios de produção- que dificilmente vão abrir mão de seu conforto), mas no futebol, acho patético por exemplo o São Paulo Futebol Clube prestar 'solidariedade' com os times menores, pois este está fazendo seu papel bem: mantendo uma máquina administrativa organizada, e a obrigação de manter os times fracos competitivos é de orgãos ligados ào esporte, pois não queremos ver o nível do jogo cair(não quero ver o São Paulo à altura dos times atualmente fracos como o Poções porque seu nível caiu, e sim quero ver o Poções chegar ào patamar atual do São Paulo).
        Me considero um esquerdista sem radicalismo e consigo enxergar algumas coisas positivas no capitalismo sim(como a pluralidade de indústrias que não se acomodarão com o monopólio e competirão entre si para fazer o melhor produto), e mais: o problema não está no sistema, e sim na ganância do ser humano. Se o ser humano fosse solidário, não existiria fome, ja que a produção de alimentos daria para abastecer a Terra 5 vezes mais que o suficente, o que torna a teoria Malthusiana incompatível com a realidade.
        Claro que se o ser humano fosse realmente solidário, àos poucos ele iria dividir os meios de produção(uma hora ou outra isto iria acontecer), mas reforma agrária não é sinônimo de socialismo: é sinônimo de justiça social. O neo-liberalismo(estado mínimo) prega o contrário do absolutismo(estado máximo), e às vezes penso: a obrigação do estado é dar saúde, educação e outras assistências BÁSICAS, e não ficar mexendo com estádio de futebol, em que a iniciativa privada poderia arcar com os gastos de reforma(sem gastar dinheiro público) e se responsabilizar pela sua obra(idenizar quem fosse lesado por qualquer acidente dentro dele, como aconteceu na Fonte Nova, em que as famílias serão idenizadas pelo estado, que não teve competência para administra-lo).
         O interessante é não ser preso à uma idéia, e sim buscar idéias para criar seu conceito pessoal, por exemplo: ào inves de ser fiel à uma religião e ignorar qualquer norma das outras(alegando que a fuga de sua regra habitual seria um pecado), no meu caso(que acredito em Deus e  tenho uma visão espiritual), não tenho nenhuma religião, mas tomo passe no centro espírita para me energizar, vou à missa católica algumas vezes com a família(uma vez ou outra, mesmo sabendo que esta instituição tenha agido de forma controversa em vários períodos da história, mas julgo-a incluindo as pessoas que hoje estão nela tentando fazer o bem e lutando pela modernização, e não apenas pelo seu passado) e mandamento algum que não faz sentido para mim me prenderá.
          É bom lembrar também, mesmo me considerando esquerdista, sei que nem tudo no socialismo é um mar de rosas, e quem ja leu o livro 1984 sabe disso: este livro brilhante do escritor indiano George Orwell mostra uma história futurística, na década de 80(ele escreveu na década de 40), em que uma sociedade totalitária é comandada por um partido, sendo seu líder 'o grande irmão', e esse totalitarismo é alimentado por funcionários públicos(membros dos diversos ministérios) que através de várias técnicas, como a 'atualização da história passada'(os livros de história eram recolhidos e assim a história frequentemente modificada, sem contestações) e da opressão(quem tivesse contra as idéias do partido ou apresentasse risco ào sistema simplesmente 'sumia'), que era feita não só por espionagem, em que cada som, batimento cardíaco e movimentos eram flagrados por sistemas de espionagem em lugares estratégicos, mas também por denúncias(com tanta gente alienada adorando o partido, era difícil se quer ousar procurar alguém para organziar uma revolta). A Oceania(lugar que está ambientado no livro como a atual Grã-Bretanha) vivia constantemente em guerra(com os outros países existentes: Eurásia e Lestásia, quando acabava guerra com um começava com o outro), pois o espírito de patriotismo militar ocupava as mentes à não pensarem em outras coisas, e também o sexo havia virado algo indesejado, e isso foi criado pelo partido(os casamentos teriam de ser autorizado pelo partido, e se o casal aparentasse interesse e desejo forte um pelo outro não era autorizado- qualquer tipo de prazer que não tivesse ligado ào partido, como as práticas militares, poderiam desviar a mente das pessoas, portanto era perigoso- e os casais tinham filhos por inseminação artificial). Para alienar toda a população a longo prazo, existia um idioma, chamando 'novilíngua', que a cada ano lançava um dicionário novo, e a cada nova edição havia  uma redução no número de palavras, e a intenção era até 2050 as pessoas perderem o conceito de palavras que pudessem competir com a prioridade de suas vidas, o partido(as pessoas perderiam a vontade de ser livre e sentirem prazer, ja que àos poucos palavras como 'liberdade' e 'prazer' sumiriam de seu universo, e então, não se dá para sentir algo que não consegue descrever- pensava assim o partido). 25% da população vivia constantemente vigiada pelo partido(a exemplo da realidade citada acima), e os outros 75%, denominados 'prole', é o que chamamos de povo, não eram vigiados e viviam uma realidade paralela: lá, existia sexo com prazer, a maioria eram analfabetos, e a maior forma de aliena-los era através da loteria, que ocupava suas mentes como o maior lazer de suas vidas, sendo que o partido organziava os 'sorteios' em que os proles sonhavam em ganhar, mas nunca ganhavam, pois se decretava um vencedor fictício(era uma estratégia para manipula-los e fazer-os pensar em coisas pequenas e se quer imaginar que tinham o poder de revolucionar o sistema, ja que eram maioria e não viviam na vigia constante do partido, que por sinal, nem se preucupava com estes). Em todo esse cenário, Winston Smith é um funcionário do ministério da verdade(que tem a função de mentir dados e modificar alguns dados passados para manter o partido com uma boa imagem) que vive toda essa realidade de perto, mas diferente da maioria alienda, sente nojo do partido, da tele-tela(espécie de tv que passa constantemnte programas do partido e vigia casas e ambientes de trabalho) e do grande irmão(líder do partido, que frequentemente aparece na tele-tela), só que reconehce todas as dificuldades de rebelar-se, ja que não aparentava ter com quem contar. Bom, esse é um breve resumo do início desse maravilhoso livro, que tem como uma das grandes lições para mim: não é o sistema que faz o homem, o homem é que faz o sistema, ou seja, ser de esquerda, direita, isso não implica no maniqueísmo de ser 'do bem ou do mal': as pessoas podem pensar diferentes sem ferir o direito do próximo, como podem ferir mesmo sendo adeptas de teorias 'maravilhosas e revolucionárias'. 

América de Natal e o futebol nordetino.

  • Sep. 26th, 2007 at 7:17 PM

      Antes de qualquer coisa , eu sou nordestino e torço pelo sucesso dos times da minha região. Mas o América de Natal ultrapassou os limites da minha paciência, e então vou parar de torcer a favor. Pode até não ser culpa da diretoria, pelo contrário: subir à 1ª divisão foi um milagre administrativo, ja que o time do ano passado estava tecnicamente abaixo de vários, como as equipes do interior de São Paulo(Marília, Paulista...), mas é insustentável para uma equipe de 'padrões B' conseguir uma façanha maior que a de permanecer na série A, e então, teria que ser feito muito mais para segurar a equipe potiguar na elite do futebo nacional.
      Eu ja me perguntei uma vez: vale apena subir de divisão para apanhar tanto, e se 'despreparar' para o ano seguinte(2008), ja que se perdeu o hábito de vencer(faltam 11 rodadas, e o América está na 'lanterna absoluta', com 21 derrotas, 3 empates e 3 vitórias, há 15 pontos atrás do punúltimo, o Juventude, e há 21 pontos do 1º colocado na zona do rebaixamente, o Corinthians, que mesmo com 33 pontos almeja vaga na copa sul-americana do ano que vem).
         É muito humilhante isso para uma torcida, eu gostaria de entrevistar alguns torcedores do América para ter noção disso. Eu me pergunto: será que existem times 'predispostos' a estar numa divisão? Exempo: o lugar do Bahia e Vitória é na série A(sempre foi, foram as equipes nordestinas que mais bateram de frente com equipes tecnincamente mais fortes do sul e sudeste e levou a melhor; O lugar do CRB de Maceió é na terceirona(todo ano ameaça cair e se salva nas últimas rodadas- é uma espécie de Flamengo da segunda divisão) e o de alguns times do Nordeste(Ceará, Fortaleza, América, Santa Cruz...) e de São Paulo( Ituano, Santo André, Paulista, Marília...) são na segundona(esses times tem 'A CARA' da segundona, vemos eles jogarem bonito e imaginamos 'imagine se tivessem na série A, iriam colocar muitos times grandes no bolso', mas quando chegam, não duram 3 anos para cairem de novo); E há times que tem vocação para elevador, como o Criciúma(série A em 2004, B em 2005, C em 2006, B em 2007 e, após uma dispencada- ja que era líder- está na 5ª posição e pode retornar  a zona de classificação, ja que tem um jogo a menos).
       Engraçado que esses times que tem a cara de série B(os que eu mencionei do Nordeste e interior de São Paulo) se dão bem em esquema de mata-mata(copa do Brasil, inclusive eliminando os da série A), mas se fossem à liga de pontos corridos da A no máximo lutariam por uma vaga na sul-americana. Pior que não existe escolha: ninguém compete por algo se não for para ganhar, e aí o time da série B(o típico de segundona como o América) consegue ficar em 4º e automaticamente sobe, mas deveria até ficar na segundona para disputá-la mais uma vez ja que suas ambições são mínimas na série A, e a questão é mais que econômica(comprar jogadores): é de auto-confiança e falta de imprensa forte para de alguma forma pressionar por mudanças rápidas. 
        Bom, o futebol nordestino só irá jogar de igual para igual quando no Brasil existir igualdade sócio-econômica entre as regiões, e isso só irá acontecer quando de alguma forma nós nordetinos conquistarmos autonomia, pois o governo federal tem má vontade em igualar seus investimentos e a iniciativa privada nos vê apenas como um povo que pode ceder áreas para uma indústria(o melhor exemplo é a Ford) e mão de obra(como os europeus faziam e fazem com os países do hemisfério sul), portanto, se fossemos donos do nosso próprio nariz, não participando do campeonato brasileiro e criando o campeonato nordestino de pontos corridos(com pelo menos 2 vagas para a libertadores- para trazer patrocinadores) e lucrássemos com os ganhos empresariais dos detentores dos meios de produção(burguesia, de novo, o maior exemplo é a Ford, que leva a maior parte do seu capital para fora, e não paga terreno, ja que o governo estadual acha que 'gerar empregos é o bastante para instalar industrias em seus solos) teríamos uma região que não dependeria tanto do que todos chamam de 'Brasil'(que se resume ào centro-sul) e contruiríamos nosso prório futuro. Enquanto isso não acontecer, nosso futebol só vencerá pouquíssimas vezes, e como 'azarão'.

     Um estudo superficial feito por mim mostra a diferença dessas 4 características em que juntas estão inclusas no futebol, surf, skate, automobilismo e todos os esportes olímpicos e alguns não olímpicos.
     Bom, abaixo vou colocar um mapa da minha tese:

__1_____________2_______3________4_____5

____________________competição-----------------l
_________________________l_____________l
_________________________l_____________l
_________________________l_____________l
_________________________l_____________l
_______________________jogo____________l
exercício físico----esporte--------+--------jogo-----competição
__l____________________esporte___________
__l______________________l______________
__l______________________l______________
__l______________________l______________
 ---l------------------------------exercício físico

 
      Bom, como eu havia mencionado, o futebol e os demais esportes citados se enquadram em competição, jogo, esporte e exercício físico, ja que ele é disputado(há vencedores e perdedores) através de um evento regulamentado por regras e entidades(denominado jogo), é uma modalidade esportiva e consequentemente, é um exercício físico(então o futebol está no nível 3, intermediário). Mas caminhando para a esquerda do mapa, a capoeira não se enquadra como jogo, ja que não há um critério definindo como vencer, e o mesmo acontece com as danças e a parte de 'catar' do Karatê, todos eles se encontram no nível 2. Ja no nível 1, apenas sendo exercício físico estão as andadas na orla, a musculação e várias atividades dedicadas exclusivamente ào culto ào corpo.
       Indo para o lado direito, no nível 4, estão os jogos competitivos, e neles se encaixam os jogos de tabuleiro(dama, xadrez, gama...), jogos de carta(baralho, super trunfo, poker...), jogos de mesa(sinuca, totó, futebol de botão...), jogos eletrônicos(no computador, video-game...) e todos esses jogos em que as regras são bem claras, há vencedores e perdedores e são definidos.
       Ja no nível 5, na competição em que não é jogo, estão as premiaçõs em geral(oscar, bola de ouro, recordes, nobel, grammy, emmy, Laureus, diploma...), processos seletivos(concursos públicos, vestibular, enem, teste de aptidão, oab...) e até a sobrevivência no mundo material, a disputa no acirrado mercado de trabalho, os reality show, carnaval de escola de samba e festa do boi Bumbá em Parantins.
     A conclusão da pesquisa é que nos extremos(no 1, onde é apenas exercício físico e no 5, quando é apenas competição) há atividades em que ou os critérios não são tão definidos(são variadas as formas de malhar no 1, dependendo de sua intenção-ganhar massa muscular ou emagrecer-, e são omitidos os fatores decisivos para se ganahr um prêmio de 'o melhor', ja que depende muito da ótica pessoal- diferente do futebol, em que mesmo sem ser o melhor, o time campeão incontestavelmente passou pelo procedimento necessário para chegar ào topo, e no caso do 'bola de ouro do campeonato', os jurados usam diversas explicações diferentes para seu escolhido, mesmo sendo o mesmo escolhido- Ronaldo pode ser o melhor do mundo de 2002 para uns por ter sido o artilheiro da copa, por outros pela recuperação fanstástica e por outros por simplesmente ser tecnicamente muito bom-) ou eles estão presentes em nossa vida sem que percebamos, como se locomover para ir de um lugar a outro(não deixa de ser uma atividade física) ou o competitivo mercado de trabalho, que querendo ou não, você terá que se inserir para sobreviver.
       Lembrando que alguns exercícios físicos do nível 1 podem chegar ào nível 3 se se tornarem competitivos, é o caso da dança dos famosos no domingão do Faustão, da disputa por catar no caratê e demais atividades que passem a ganhar notas.
       Espero que essa pesquisa tenha acrescentado algo para estudos sobre esportes em geral, lembrando que eu quero ser jornalista esportivo.

O mundo animal com 2 caras.

  • Sep. 21st, 2007 at 12:30 AM

     Bom, há uma guerra animal no futebol. Isso porque a foca 'provocou' o galo, e o coelho tomou as dores e o agrediu, e se deu mal(foi expulso), e para completar, o Leão, que é aliado do coelho e do galo, deu a seguinte declaração: "Não estou dizendo que ele(coelho) está certo. Não deve ser apoiada nem uma conduta nem outra. Se eu faria o mesmo(agredir a foca), não sei. Talvez fizesse até pior se não tivesse no momento certo". O caso da foca, que joga no time da Raposa, gerou uma grande polêmica, e para ser mais claro, vou fazer uma explicação menos fantasiosa.
       O atacante Kerlon(Foca) do Cruzeiro(rapousa) tem uma jogada em que ele coloca a bola sobre a cabeça e tenta a levar até o mais perto do gol que conseguir(ele fez isso no domingo agora, na vitória do seu time por 4 a 3). O lateral direito do Atlético Mineiro(Galo) Coelho obstruiu a jogada com uma trombada forte e foi expulso, e Leão, técnico do Atlético, viu o erro na obstrução do seu jogador, como também viu provocação desnecessária do atacante Kerlon, e também declarou: "Existe um código de ética entre os jogadores, que não está na regra do jogo, jogador encara isso como falta de respeito. É por isso que toda vez que isso acontece tem represália".
      Acontece que a discussão em questão é a seguinte: o drible de Kerlon é futebol arte ou provocação? Abaixo, vou colocar uma tese defendendo o drible da foca e uma repudiando:

Advogado de defesa(pró-drible da foca).

O Kerlon deve continuar com essa jogada, porque é isso que o torcedor brasileiro gosta: futebol arte. Em tempos em que cada vez os jogadores brasileiros vão à Europa mais cedo, não podemos mais ver tanta criatividade no próprio país do futebol, e se o futebol-arte for repreendido por 'inimigos da beleza futebolística', vamos continuar assistindo partidas sem o velho tempero dos velhos tempos. Jogadores como Coelho deveriam levar uma suspensão longa dos gramados para dar o bom exemplo e fazer com que mesmo com os nervos a flor da pele, se pense duas vezes antes de tomar uma atitude covarde que acima de tudo, é um crime contra o futebol, e um ato de agressão que pode promover a violência dentro dos gramados. Tudo que está na regra pode ser executado, e a liberdade de criar é o princípio básico do futebol.

Advogado de acusação(contra o drible da foca).

O Kerlon deve parar de se exibir, pois a sua equipe ja vencia um jogo tenso, um clássico(em Minas Gerais, os ânimos se exaltam numa partida entre Atlético e Cruzeiro) e ja era esperada a reação de repúdio de qualquer jogador, ào ver um drible desrespeitoso ser executado em progressão ào gol, sendo que as únicas alternativas para roubar a bola sem fazer falta também levavam perigo à intergridade física de Kerlon: ou cabeçea-la(pode ocorrer um choque entre as cabeças) ou quem sabe um voleio mágico para roubar a bola sem falta(nunca visto num mundo do futebol, seria tão inédito quanto o próprio drible da foca e poderia ser interpretado como falta). Se expondo ào risco ào executar esse drible, Kerlon também expõe o adversário ào ridículo e ào risco também(no caso de um choque de cabeça numa roubada de bola). Futebol arte é com bola no pé durante o jogo, e não com a cabeça nos últimos finais da partida.

Tradições

  • Sep. 11th, 2007 at 8:36 PM

      Nem todas as culturas que vemos hoje existiram após seu nascimento continuamente. Melhor exemplo é o renascimento cultural, na baixa idade média: se não ocorresse, provavelmente não valorizaríamos tanto a arquitetura da Roma antiga, e está aí a importância dos historiadores e funcionários de orgões que cuidam dos patrimônios históricos: manter viva a memória do que aconteceu, e essa luta pode ser diária e desgastante, pois quando o dinheiro entra em jogo a valorizaçãp da ptoteção ào patrimônio fica para trás.
         Manter acesa a luz da arte é ter a certeza que valores não morrem nem são esquecidos: podem ser ser adaptados com a modernização(mas nem tanto, se não perde a tradição), porém, sua tradição material estará a disposição de gerações que queiram olhar para o passado paar entender o percurso linear para o qual chegamos.
        Os Japoneses e Coreabis, mesmo depois de ser industrializarem, buscaram suas raízes que corriam um certo risco(risco constante que a globalização impõe a todos os povos, formando um padrão em que 'todos são iguais', desvalorizando as características regionais).
         Não importa se a memória está acesa ou descansando(como a volta dos jogos olímpicos em 1896 idealizada pelo barão de Coubertin, resgatando um período de mais de 1500 anos atrás):enquanto alguém puder relembra-la, é tempo de renascimento, e a idade média apagou por um bom tempo muita beleza e conhecimento, recuperada com o renascimento cultural e científico.

         Não precisa ver toda a liga espanhola e todos os amistosos e competições da seleção brasileira para saber que Ronaldinho joga muito melhor no Barça do que na seleção. Basta ver algumas partidas e contar o número de vezes que Ronaldinho foi decisivo para as duas equipes para se ter uma noção. No Barcelona, ele é o termômetro do time, e se esse ano o Barça perdeu o campeonato espanhol para o Real(enquanto nas outras duas temporadas havia ganhado com alguns jogos de antecedência) foi porque a temporada 2006-2007 não foi boa para o "gaúcho dentuço". Na seleção, ficou marcado pelo jogo contra a Inglaterra na copa de 2002, e fez bonitos gols contra seleções medíocres como Venezuela, Arábia Saudita, Hugria e Haiti, enquanto que no Barça, além de melhor média de gols por partida(5, e na seleção 4) ele assistencia muito mais no Barça(Eto, Larsson e Gudhjoessen que o digam, e agradecam).
         O Esporte Espetacular hoje fez uma matéria "tentando convencer" a população brasileira que no mínimo na seleção ele é tão bom quanto no Barcelona(colocou até depoimento de Dunga afirmando que o Barça é uma 'seleção' que joga contra clubes e que o futebol espanhol joga em linha, portanto, é mais aberto 'ou frágil', mas não pensou nos clássicos que ele decidiu contra o Real e diversas partidas de UEFA Champions League,  esqueceu que, se o campeonato espanhol fosse frágil, as semi-finais da copa da UEFA não teriam 3 espanhóis, inclusive com uma final espanhola, e nos duelos contra nossa seleção, se encontram muito mais equipes medíocres pelo caminho). Eu pensei: quanto Ronaldinho desenbolçou por essa matéria?(isso não é calúnia, é uma suposição finalizada com interrogação, e a minha prova é a pura verdade: o povo brasilerio não é besta e nenhum veículo de comunicação deveria se quer tentar manipular-mos, eu particularmente me senti insultado).
         Porque, ao invés de trabalhar como "advogado de Ronaldinho da seleção", o esporte espetacular não tenta através da ética procurar saber porque os dois desempenhos não se equivalem, através de um estudo sério revelando as implicações internas da seleção brasileira e dos adversários que jogam contra a própria? O trabalho de jornalista não é defender um ideal por se definido(com emoção) ou com interesses econômicos(receber dinheiro para elogiar ou criticar), e sim ter um compromisso com a verdade, informar o povo do que está acontecendo, e não apenas o público esportivo que assiste em média 3 partidas de futebol na íntegra por semana e os diversos compactos( como eu), e sim também quem não entende de futebol e quer procurar entender, e sinceramenete, com meios tendenciosos como a tv aberta, que visa muito mais o sucesso com seus anunciantes, fica muito difícil.
         Fizeram uma pesquisa no Esprote Espetacular, com a seguinte pergunta: Ronaldinho Gaúcho joga melhor no Barcelona ou na seleção brasileira? 95% votou em Barcelona, e o esporte espetacular ainda ousa contestar o que todos estão vendo, e ainda afrimam: "se o Ronaldinho não está bem na seleção, também não está no Barcelona(o problema é que ele ja passou pela 'prova de fogo' do Barça, ganhou 2 ligas e uma champions league como ídolo maior, e na seleção todos lembram apenas de um jogo decisivo, o contra a Inglaterra, há 5 anos atrás)." Para piorar o esporte espetacular mostrou 3 gols que o Ronaldinho fez contra a Alemanha(os 3 começando de bola parada), 1 contra a Argentina e o gol antológico contra a Inglaterra, e soltou: "Ronaldinho não é bom na seleção para alemães, argentinos e ingleses, mas para nós brasileiros...". Ah, vamos parar com isso! Está certo que numa democracia todos tem voz e podem falar o que quiserem, mas a diferença principal é que quem tem credibilidade é quem conhece e não se omite(falando a verdade), e definitivamente, vou olhar o esporte espetacular com outros olhos a partir de hoje, porque este programa perdeu alguns créditos comigo hoje, e poderá perder por completo, quem sabe, com uma manchete "Obina é melhor do que o Eto".
        

     A FIFA (Fédération Internationale de Football Association - fusão dos idiomas francês, onde foi fundada a entidade, e inglês, por serem os inventores do futebol) possui 208 membros(muitos deles não são países, como seu último membro, Gibraltar, que é um território pertencente a Grã Bretanha). É a entidade internacional com mais membros - os membros são chamados de seleções (batendo o COI- comitê olímpico internacional, com 202 membros, chamados de delegações - e a ONU- organização das nações unidas, com 191 membros, chamados de países).
      A FIFA sempre está em crescimento, surgiu na França, demorou a ser aceita pelos britânicos(donos do jogo, que já faziam parte da International Board- que até hoje regula as regras do futebol junto com a Fifa- e  se recusaram de início a se filiar à uma entidade sediada na França), hoje já tem como filiados confederações de países exolados da globalização, mas mesmo assim, ainda não é universal. E na contra mão da FIFA (que após a segunda guerra mundial passou a ter sua sede em Zurique, na Suíça) surgiu a NF-Board (sediada em Liège, na Bélgica), entidade com apenas 9 membros "não alinhados"(como a Groelândia e o Tibet), que lutam por aceitação no cenário do futebol mundial, mas por diversos fatores(como por serem colônias sem a mínima autonomia, embora tenham traços culturais que as enquadram como um estado nacional não oficial) só conseguem destaque em torneios paralelos àos midíaticos oficiais da FIFA , como a VIVA WORLD CUP, realizada na Occitônia (região da França) em 2006 e vencida pela Lapônia, após goleada sobre Mônaco por 21 a 1, com 4 gols de Erik Lamøy (artilheiro da competi
ção com 5 gols),no Stade Perruc, na cidade de Hyères. O troféu Nelson Mandela foi para a terra do Papai Noel e será colocado em jogo na próxima ediçã
o da VIVA World Cup.
       Rivalizando com a NF-Board, a KTFF(sediada na cidade de Lefkoşa, no Chipre do Norte) promoveu, também no ano de 2006, seu torneio, a ELF World Cup (Elf é a sigla para
Equalitie, Libertie, Fraternitie). Alguns membros da NF-Board foram seduzidos pela proposta tentatadora de participar de um torneio com tudo pago(passagens, hospedagens...) e a ELF world Cup contou com 2 grupos de 4 times(a VIVA world cup contou com apenas 3 equipes) e foi protagonizada por uma final mais disputada: os donos da casa venceram a Criméia(uma república autônoma da Ucrânia)  por 3 a 1(as duas equipes ja haviam se enfrentado pelo grupo B no mesmo Atatürk Stadium, em Lefkoşa, vitória dos anfitriões por 5 a 0)  e de quebra tiveram o artilheiro da competição, Ertaç Taşkıran, com 5 gols.

      Interessante que o Chipre do Norte havia lançada a sua candidatura para sediar a primeira VIVA world cup, e hoje, “rouba” seus membros.

       Muitos dos filiados da NF-Board e FTFF não são “países oficiais”, e sim colônias ou territórios, mas a recípocra para a Fifa é a mesma: além de diversas colônias e territórios(como o mais recente filiado, Gibraltar, colônia britânica) figurarem entre os 208 membros, a Grã Bretanha, que para a ONU é 1 nação, para a Fifa são 4 seleções: Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. A diferença é que os excluídos da Fifa cansaram de esperar aceitação do orgão máximo(como as ilhas Guadalupe, que ficaram em quarto lugar da copa Ouro- torneio da Concacaf, a confederação das Américas do Norte, central e Caribe filiada a Fifa- e portanto não precisam mostrar mais nada para adquirerem o direito de participarem das eliminatórias da Fifa World Cup) e resolveram tomar iniciativa e participarem de torneios alternativos.

     É uma luta pela inclusão no contexto do futebol globalizado, e não necessariamente luta pela independência nacional(a Groelândia, colônia dinamarquesa, por exemplo, recebe de seus patrícios nórdicos investimento financeiro na educação e saúde de qualidade, mas, caso deixe de ser colônia, certamente perderá esses privilégios e consequentemente, cairá na miséria, então, não se luta pela independência na maior ilha do mundo).

       Itália, Lapônia e Chipre do Norte, o que essas seleções tem em comum? Foram as vencedoras dos toreios “máximos” que podem disputar. Miroslav Klose,  Erik Lamøy e Ertaç Taşkıran, o que esses jogadores tem em comum? Foram artilheiros absolutos dos torneios máximo que tem direito a disputar (com 5 gols). Então, estudando parte do complexo mundo da bola, chegamos a conclusão de que ele não é tão democrático quanto se imagina, pois futebol não se baseia apenas à Fifa, e mesmo sabendo que a seleção italiana certamente venceria as seleções da Lapônia e Chipre do Norte, e que tecnicamente supõe-se que Klose seja melhor que Lamøy e Taşkıran, nos esportes só podemos declarar um vencedor em campo e após o apito do árbitro, e muitos dos excluídos gostariam de ter a oportunidade de pelo menos disputar as eliminatórias da Fifa World Cup, beneficiando suas projeções mundiais e enriquecendo a entidade máxima com uma democrática “salada selecional”.

         A GrandEsports trará muito mais dos torneios alternativos de futebol para você, como as ligas regionais em Fortaleza(uma das cidades mais organziadas em torneios metropolitanos amadores) e sobre as numerosas divisões nos campeonatos paulista(torneio profissional mais complexo do Brasil) e inglês(o torneio nacional mais complexo do mundo, com um misto de equipes amadoras e profissionais em 10 divisões!), além de futebol feminino e, pegando a onda do criança esperança e jogos para-pan-americanos, futebol para especiais(futebol de 5- para cegos- e futebol de 7- para paralíticos cerebrais). Para saber mais sobre os torneios citados nesse texto, acesse:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/NF-Board

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/VIVA_World_Cup

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/ELF_Cup

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/International_board

 

Lucas Franco, presidente da rede GrandEsportS.

          


Ao lado, imagem da rede GrandEsports, abaixo, texto da Uol(http://noticias.uol.com.br/ultnot/lusa/2007/08/04/ult3841u1592.jhtm).

Escócia bate Polônia na final da Copa do Mundo dos sem-teto

Copenhagen, 04 Ago (Lusa) - A Escócia sagrou-se campeã da Copa do Mundo dos sem-teto ao bater na final a Polônia por 9-3 neste sábado, em Copenhagen.

A Libéria ficou em terceiro lugar, ao derrotar a Dinamarca. Na disputa pelo quinto lugar, a Nigéria bateu o Quênia. Portugal terminou em sétimo, após vencer Camarões.

Podem participar da Copa do Mundo dos sem-teto pessoas que sejam sem-teto ou que tenham sido após 1º de outubro de 2006, quando aconteceu o último Mundial ou ainda quem sobrevive da venda de publicações de rua.

Num jogo em que as arquibancadas estiveram abarrotadas, no campo instalado no centro da capital dinamarquesa, a Escócia foi sempre superior à Polônia, tendo-se mantido em vantagem no marcador nos 14 minutos que durou a partida, disputada em duas metades de 7 minutos, mas com uma intensidade que não tem igual em torneios de futebol.

O sétimo lugar conquistado após a vitória por Camarões por 8-2 deu a Portugal o seu melhor resultado da história. Copenhagen foi sede da quinta edição da Copa do Mundo dos sem-teto.

Em 2003, em Graz, na Áustria, o país-sede foi campeão. No ano seguinte, em Gotemburgo (Suécia), e em 2005, em Edimburgo (Escócia), deu Itália. A Rússia foi a campeã do ano passado, quando a Copa do Mundo dos sem-teto foi disputada na Cidade do Cabo (África do Sul).

Responsabilidade juvenil.

  • Jul. 21st, 2007 at 6:35 PM

      Quando os adultos se dirigem àos jovens e jogam toda uma responsabilidade através da frase ''vocês são o futuro da nação'', eles não passam de causar um medo desnecessário. Em primeiro, porque os adultos não 'somem' de uma hora para a outra e deixam todos os problemas para as novas gerações: sempre existirão referências veteranas para cuidar  de assuntos em que se exija experiência, dando mais segurança àos que agora começam algo, e em segundo, porque a palavra 'futuro' está no singular, portanto, não existem 'futuros', e então os adultos não contabilizam os cidadões que ainda não nasceram, e que de alguam forma terão responsabilidade como todo brasileiro, de manter esse país funcionando, como um operador mantém as máquinas.
     O medo que muitos jovens sentem em de alguma forma serem responsáveis por tudo de ruim que acontecer, esquecendo-se até de seus méritos, fazem com que o nível de stress começe cada vez mais cedo, e o resultado disso são pessoas infelizes nos seus empregos, porque não fizeram a escolha profissional certa, e infelizes também por perderem o sentido de fazer as coisas, pois não estão ajudando a sociedade da forma que imaginavam que podia(principalmente porque o sistema ja está aí sólido há muito tempo, e no caso da política, por exemplo, não adianta ser raçudo, muitos ja foram, e não conseguiram mudar nada, no máximo serviram de incentivo para outros mais tarde mudarem, e esse ciclo ja tem anos).

        Toda a pressão nos jovens se reflete no futebol: cada vez mais cedo, garotos que nem se quer completaram a maioridade ja se destacam pela técnica diferenciada, fazem bonito em seus clubes, mas na seleção, muitas vezes, acabam não conseguindo render seu máximo; Muito pelo fato de estar preucupado demais em ser vendido logo para algum time da Europa e conquistarem prestígio(aí o sucesso sobe a cabeça) e dinheiro, para desfrutar de uma vida melhor da que se tem, comprando roupas de marca, carros importados e frequentando boates grã-finas, fora a ajuda financeira que dará a família.

        Deve-se repensar sobre a precocidade de colocar jovens jogadores nos times profissionais, e mais ainda: na precocidade do jogador de ir para fora do país. Com toda essa ansiedade, o futebol deixa de ficar em 1º plano, e nas categorias de base da seleção brasileira tem acontecido muitas tentativas de jogadas individuais desnecessárias, que rendem contra-ataques perigosíssimos para o adversário, preujudicando todo um plano de jogo, ao invés de jogar coletivamente. Fora que 'jogar bem' para muitos deles vale mais que a própria vitória, então, ao final do jogo(pouco antes de cabar, quando aí se tem chance de mudar o placar), muitos se rendem e não jogam com garra, ja com sensação de dever cumprido por ter jogado bem a maior parte da partida.

        O resultado do descaso das autoridades futebolísticas de colocarem técnicos de pouco renome nas divisões de base são uma série de derrotas embaraçosas contra seleções sem tradição em futebol semelhante com a nossa, como foi o caso do Equador, que venceu e eliminou nossa seleção sub-17 do pan-americano, e Polônia, Estados Unidos e Espanha, que venceram nossa seleção sub-20, que terminou o torneio com 25% de aproveitamento, a pior campanha de nossa história nos mundias sub-20!

        A escolha dos técnicos das divisões de base é de maior responsabilidade que da categoria principal(adultos), porque os jogadores da categoria principal ja estão formados, e os da categoria de base estão em 'formação', e um técnico sem experiência pode 'deformar' esse processo.
        Que tenhamos dias melhores no futebol de base, que por sinal, ainda tem uma prova de fogo esse ano: o mundial sub-17 na Coréia do sul! Lulinha e companhia podem se redimir da vergonhosa desclassificação na 1ª fase dos jogos pan-americanos(em pelo Maracanã), mas claro, se essa geração realmente não der certo, as outras gerações não estarão tão velhas a ponto de serem descartadas, pois espero ver Kaká, Juan, Gilberto Silva, Daniel Alves e Robinho jogando por muito tempo!