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Diferentes níveis técnicos

      No futebol, como na vida, nada é tão intenso, em ritmo alucinante frequente: assim como é difícil para um casal junto a 30 anos tranzar diariamente, eu nunca vi um jogo em que duas equipes alcançassem um nível de excelência tal que não se completavam 5 minutos sem uma delas fazer gol, por toda a partida. A realidade é que o futebol não é 'alucinante' como o basquete, em que pontos são marcados frequentemente, mas em compensação, por tamanha frequência, não é tão vibrado como um gol no futebol, e acreditar numa 'partida dos sonhos', pelo menos profissional, é utopia, porque para vencer, especialmente hoje, não é preciso apenas de técnica: as estratégias visam jogar a favor do tempo e uma grande virtude de jogadores decisivos é a paciência para decidir no momento certo.
      Muito se fala no futebol antigo, nos seus jogadores extremamente técnicos, porém, uma equipe da década de 50 certamente perderia para uma de hoje em dia, por fatores que envolvem mais que técnica: a preparação física evoluiu, os técnicos desempenham um papel mais importante, e se a técnica dentro do futebol brasileiro vem enfraquecendo com as exportações, ela evolui com inteligentes inovações táticas, que visam deixar o time bem destribuído pelo campo, compacto, onde todos os setores do campo estejam preenchidos, onde não demore muito para achar um companheiro para receber a assistência, pois há inúmeros deles espalhados de forma organizada pelo campo. Talvez por isso o São Paulo tenha vencido duas vezes o campeonato brasileiro, um torneio longo e desgastante: foi durante 2006 e 2007 a equipe mais organizada, com mais peças de reposição(é preciso te-las, pois contusões e suspensões são comuns em ligas longas) e melhor trabalho fora de campo, onde o Refis(lugar onde atletas se recuperam de lesões) recupera rapidamente seus jogadores, além de atrair outros, como Luizão e Adriano, que escolheram se recuperar no Refis do São Paulo, e por lá ficaram.
      Não dá para negar a disparidade de nível técnico pelo mundo do futebol: equipes que disputam a Liga dos campeões da Europa estão no mais alto nível de clubes, inclusive os melhores jogadores dos 5 continentes jogam o torneio. Quando uma equipe sul-americana vence uma européia, não significa que ela tem mais nível: no passado, havia equilíbrio, pois os melhores sul americanos por aqui jogavam; Hoje, o 'futebol arte' está no velho continente, e quando enfrentamos os europeus no fim do ano, ainda levamos outra desvantagem: a de jogar no fim da temporada, enquanto eles estão no meio; Porém, usamos métodos diferenciados para vencer, a começar pela preparação psicológica: enquanto o 'título máximo' para o europeu é vencer a liga dos campeões, o nosso é vence-los no mundial, e a libertadores é vista como o torneio que dará acesso a este(claro, sem tirar o brilho do nosso torneio continental, mas é evidente o entusiasmo visto nas faixas 'Rumo a Tóquio', representando o objetivo final). Então, nossa preparação para os '90 minutos' carrega grande expectativa, e sabendo-a administrar, pode ser tranformada em responsabilidade, porque ninguém espera tanto para fazer feio, então a seriedade na disputa de cada lance mostra que uma virtude sempre teremos: a garra, embora saibamos que eles na maioria das vezes são favoritos ao título.
      Se os melhores times do futebol sul-americano estão num patamar abaixo do europeu, embora seja muito respeitado(a começar pelos números- temos mais títulos mundiais que eles), o que falar da disparidade de nível técnico no Brasil? A 1ª divisão traz todos os anos mais de 6 favoritos ao título(geralmente clubes de 4 estados: SP, RJ, MG e RS) e mais de 4 cartas marcadas para o rebaixamento(a imprensa que está abaixo do trópico de capricórnio ve como esses candidatos todos que não tiverem incluídos nas regiões sul e sudeste, além de recém promovidos como Ipatinga, Portuguesa, e times que ja estão 'tempo demais na elite', como o Figueirense).
       Teoricamente, não vivemos num 'futebol de castas', e 'todos tem chance de crescer', porém, na prática é diferente: equipes como Ipatinga, atualmente na 1ª divisão, parecem não aguentar competições de um nível mais alto que a série B e que sejam longas e desgastantes(embora faça relativo sucesso na copa do Brasil), a começar pelo fato de não estar localizada num grande centro econômico: isso não atrai anunciantes e torcida, e a imprena, que com suas críticas podem ser fundamentais para a evolução de uma equipe, mas por estar numa cidade mal acostumada com esse patamar de competição, não a guiará da maneira mais eficiente, e a sensação que imagino dentro deste clube é que os jogadores devem se sentir sozinhos, sem apoio(eu particularmente não gostaria de ir fazer uma prova de vestibular num lugar estranho e ter de passar 3 dias concentrado num hotel, sem ninguém conhecido para desabafar minhas angustias), sem estímulo por verem jogadores da mesma competição ganhando muito mais que eles, e a motivação é muito mais para procurar logo ser vendido do que ajudar a equipe.
       Quanto aos anunciantes, é uma situação difícil de resolver: realmente, ninguém quer perder dinheiro fazendo investimento numa empresa sem tanta credibilidade, seria um risco desnecessário pra as grandes, e fatal para as pequenas e médias. Sem dinheiro, não há aparição na mídia, e anunciantes só procuram quem esteja na mídia. Sem torcida grande, não há grandes consumidores, mas aumentar a torcida requer planejamentos, como projeta-lo melhor na mídia, e a melhor maneira de projeta-lo é vencendo, mas como vencer com todas essas limitações? Refletindo sobre tudo isso, chego a conclusão que vivemos num futebol de castas, onde uns estão fadados ao fracasso sem chances práticas de crescerem, e terão como maior trunfo disputar campeonatos estaduais, onde sua grandeza relampejará. 
       Integração é muito importante: manter uma equipe com no mínimo 5 jogadores titulares juntos há mais de um ano melhora o entrosamento e isso é refletido dentro de campo. Porém, não culpo os jogadores que saem para times de maior expressão: estes querem mudar de vida, crescer sócio-economicamente, e se os clubes vivem nas castas, os jogadores ainda tem alguma chance de crescer. Porém, o que me irrita são jogadores que não levam a profissão a sério e desrespeitam a torcida jogando sem garra, e o pior de tudo, farreando mesmo nos piores momentos da equipe. Não são poucos que tem conta em bares próximo aos estádios, que ao inves de se dedicarem ao treino afim de corrigir algumas falhas na sua técnica, como o passe que pode ter mais precisão, fingem contusão para não treinar. Acima de tudo, para crescer, o futebol brasileiro precisa mudar a sua mentalidade, mas por onde começar?

Botafogo X Flamengo- Final da Guanabara

       Fora definido agora há pouco o último finalista da taça Guanabara 2008, e foi o Flamengo, com uma virada sobre o Vasco, com direito a pênalti defendido por Bruno e 2 gols de zagueiro(Fábio Luciano e Ronaldo Angelim).
      Ontem fora a vez do Botafogo, que vencera o Fluminense por 2 a 0(com participação de Lúcio Flávio nos 2 gols- no 1º, sua cobrança de escanteio, no 2º, de pênalti). Desde 94 não haviam semifinais da Guanabara com todos os grandes do Rio(ano em que o Vasco vencera), mas com um regulamento favorecendo as grandes equipes, só os estádios da capital foram considerados aptos para sediarem jogos do estadual do Rio(Maracanã, Engenhão e São Januário), e assim, as equipes do interior não contaram com a mesma força.
       A partida  de hoje foi marcada por um clima de 'relativa-amistosidade': por um lado, troca de comprimentos, como os de Edmundo e Bruno após gol perdido pelo Vasco, e preucupação dos jogadores da Gávea com o atacante Alan Kardec, que após contusão fora substituído por Abuda; Por outro, fatos que só as câmeras flagraram, como os agarrões dos marcadores vascaínos sobre Fábio Luciano(segundos antes do flamenguista marcar o gol de empate) e os sussurros de Ibson no ouvido de Edmundo('Vai perder, vai perder'), antes do pênalti desperdiçado pelo vascaíno, deram o toque de rivalidade que esperamos de todo grande clássico, independente da paz que esperamos nos esportes.
      Houve lampejos de criatividade, como no lance que antecedeu ào gol da virada rubro-negra, em que Leonardo Moura com uma finta conseguiu dar um chapéu num adversário vascaíno(após bola espirrada que com efeito levou-a pela linha de fundo), e o toque preciso do ala direito flamenguista para Jonatas e sua insistência na jogada que gerou um cruzamento sem tanta precisão, mas que ao menos serviu para 'cavar' o escanteio que levou à virada da equipe da Gávea.
       A rapidez do meia Morais chamou atenção, e não foram poucas as faltas aplicadas ào camisa 98 da equipe cruz-maltina. Muitas das faltas poderiam ser melhor aproveitas pela equipe alvi-negra, e não foram poucos os que tentaram: o goleiro Tiago, o experiente meia Edmundo e Andrade, que entrou no 2º tempo, pararam ou na barreira, ou nas mãos do goleiro Bruno ou mesmo 'fora do Maracanã'.
       Ja o Flamengo soube aproveitar melhor as bolas paradas, em especial os cruzamentos: mérito para seus cabeçeadores, e demérito dos marcadores adversários.
       Edmundo, após a partida, disse não ter se arrependido de ter batido o pênalti, e sim de ter jogado; Segundo ele, não estava preparado ainda(fora sua estréia), porém, sua participação foi boa, inclusive dando uma bela assistência para o gol de Alan Kardec; Se os torcedores esperaram mais da movimentação, vale lembrar que a função de camisa 10 de Edmundo atualmente se diferencia da posição de centrovante em outras épocas, em que tinha mais vigor físico, e hoje, Edmundo é um jogador mais 'cerebral', em que a bola deve chegar a ele(e não ele se desgastar marcando), para daí em diante surgir uma boa jogada, sempre com as participações da velocidade de Morais, da subida de Alan Kardec por uma das pontas(este sim deve se movimentar bastante, pois com sua idade-19 anos- se tem muito gás para dar) e casualmente das subidas de Jonílson e Amaral.
       Próximo Domingo, no Maracanã, jogo único em que sairá o vencedor da taça Guanabara, e logicamente, o 1º finalista do estadual do Rio(ou quem sabe, nem haverá uma decisão do estadual do Rio, caso Botafogo ou Flamengo vençam a taça Guanabara e a taça Rio). Domingo promete!
   

Apoio da torcida sem ofender o adversário

         Para mostrar amor pelo seu time de futebol, não é necessário odiar o rival. E nessa corrente de apoio à sua equipe, respeitando os adversários, muitas manifestações vem surgindo.
        Alguns exemplos estão em gritos das torcidas, como as do:
        
          Inter: Colorado Colorado, nada vai nos separar, somos todos seus seguidores, para sempre eu vou te amar; Colorado é coração, Trago amor e paixão, para sempre Inter, oh dalê, dalê, dalê oh,dalê, dalê, dalê oh, pra sempre Inter, eu nunca me esquecerei, dos dias que passei, contigo Inter.
          São Paulo: Vai lá vai lá vai lá, vai lá de coração, vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos ser campeão!
          Flamengo: Tu és, time de tradição, raça amor e paixão, ó meu Mengo, eu sempre te amarei, aonde estiveres estarei, ó meu Mengo; Dá-lhe dá-lhe dá-lhe-ô, dá-lhe dá-lhe dá-lhe Flamengô, Dá-lhe dá-lhe-ô, Dá-lhe dá-lhe Flamengô, sou Flamengo até morrer, não importa o que acontecer, jogue onde for, do seu lado eu sempre estou.
          Grêmio: ...Grêmio te dou a vida por este campeonato, vou torcer pro Grêmio bebendo vinho, e o mundial é o meu caminho...         
           Cruzeiro: Vamos vamos Cruzeiro, vamos vamos a ganhar, vou aonde você for, só pra ver você jogar com o coração, e muito amor, Cruzeiro mais querido do Brasil.
           Corinthians: Corinthians, Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor; Aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians, para aqueles que achas que é pouco, eu vivo por ti corinthians, eu canto até ficar rouco, eu canto pra te empurrar, vamo, vamo meu timão, vamo meu timão, não para de lutar, eu nunca te abandonarei, porque eu te amo, eu sou Corinthians.
          Vasco: Eu vou torcer para o meu Vasco ser campeão, São Januário, meu caldeirão.
       
         Além dessas músicas de torcidas brasileiras, há também o Liverpool, equipe do norte da Inglaterra, que tem no seu hino e no seu escudo a frase 'You'll never walk alone'(você nunca caminhará sozinho). Com todos esses exemplos, dá para perceber que é possível apoiar seu time sem ofender o adversário.

Antes da vitória, tem que ralar mesmo!

        Um jogador de uma seleção favorita a vencer um determinado torneio, como a seleção brasileira  de futebol masculino principal na copa do mundo de 2006, deve ter em mente que ele não está prestando nenhum favor: se está disposto a jogar(ao inves de tirar férias), ele tem obrigação de lutar pelo título. Pode até não mostrar seu melhor futebol nem o time ser campeão, seu compromisso na verdade é fazer o que está à seu alcançe, e como fatores externos influenciam no seu rendimento técnico, pelo menos algo não pode faltar: garra. Ter garra só depende de si mesmo. 
        Por isso sou contra altos custos com luxo para uma seleção que não conquistou nada se tratando do torneio que ocorrerá: antes mesmo da 1ª partida, ja instalam os 'astros' em castelos imensos, com direito à quarto individual cada um, e ainda se tem liberdade para chegar a hora que quiser nos dias de folga(como fora registrado em fotos de Roberto Carlos, Adriano, Ronaldo, Dida, Robinho, Emerson e Júlio César numa balada em Weggis, na Suíça, em 2006); Isso tem de acabar, pois eles tem uma responsabilidade com milhões de fãs que cobram dele e concerteza usarão toda sua negligência na preparação para o torneio(em caso de derrota) contra o atleta e com razão, afinal, se você vai disputar um torneio, seu foco é no torneio, não se está viajando de férias, e nem se conquistou nada ainda(não falo de glórias passadas, mas falo do presente, pois ninguém ganhou nada ainda até levantar o caneco pretendido) para merecer todo esse luxo.
        É bom não confundir luxo excessivo com conforto. Todos precisam de conforto, e este sim ajuda numa preparação: exolamento da imprensa(com excessão das horas marcadas para as coletivas e entrevistas marcadas), treinos secretos, uma cama macia e quentinha, chuveiro com água quente, aquecedor ou ar-condicionado(a depender do clima local) e até piscina e salão de jogos são válidos, principalmente porque servem para os jogadores se entreterem uns com os outros, criar clima de intimidade e união de grupo afim de transportar esse introsamento de fora para dentro de campo. Mas se você tem jogadores com quartos individuais, pode-se estimular o exolamento, e se no hotel tiver acesso à Wi-Fi e monitores com entrada para video-game e Lap Top em cada quarto piorou: é muito comum que o ser humano goste de manter seus momentos de ócio, pensando na vida, com saudade da família, e por um certo estimulado pode fazer bem, mas se manter sozinho por um longo tempo, nestes 50 dias de preparação para uma copa, não é interessante, pois todos estão ali por uma causa única, que é o título, e cada momento de recreação com o grupo tem a acrescentar muito no curto tempo que é a preparação para uma copa, se levar em conta quanto tempo esperamos por ela(4 anos). 
          Da mesma forma que existe uma tendência muito grande de crianças abastadas darem menos valor ào conforto do que pessoas que vieram da pobreza(por terem vivido 2 mundos e reconhecerem a diferença de ambos), um jogador pode acabar ficando 'mimado' se receber um tratamento muito luxuoso, e mesmo que estes tenham passado por situações difíceis na vida, estes serão esquecidos se este notar que não pode conquistar mais muita coisa; Por isso sou a favor que no início da competição uma equipe grande começe hospedada num lugar confortável, porém não luxuoso, com uma tv para todos assistirem juntos, e áos poucos pode-se pensar em uma tv por quarto, e ào decorrer da competição e cidades por onde passam, a qualidade dos hotéis poderá ir melhorando: funcionaria como um estímulo ào bônus em dinheiro que um jogador ganha ào fazer um gol ou que toda a equipe ganha ào passar de fase, e é interessante retribuir em dinheiro, em melhora de conforto e com treinos mais levs à medida que o time vai evoluindo na competição, porque você tem que começar de baixo e ir evoluindo, sentindo que sempre terá algo para conquistar a mais, até a concretização(ou não) do seu objetivo: vencer o torneio.
           Os treinos tem de ser puxados no início, isso poderá trazer risco de contusões para os jogadores que jogam na Europa(a maioria) pois estão no fim da temporada, mas o técnico tem de deixar claro que serão 50 dias de sacrifício, e quem não conseguir acompanhar o ritmo tão bem deve ser supervisionado com mais cuidado pelos preparadores físicos, e estes notarão se o problema é com peso(como foi com Ronaldo, Ronaldinho e Adriano), idade(Cafu e Roberto Carlos) e entre outros. No caso de peso, mostra ser uma falta de consideração desses atletas, que deveriam se preparar muito antes para manter a forma(em cima da hora fica impossível) e então tem de se exigir sem dó; No caso de idade, estes jogadores poderão abrir uma excessão para certos trabalhos exaustivos(lembrando que eu fui contra a convocação dos nossos laterais para a copa de 2006, pois eles preujudicaram o grupo- não por sua culpa, mas porque o que os levou à seleção no início da carreira foi justamente o preparo físico, e este vai piorando ào decorrer do tempo, cabia ào técnico Parreira perceber isso e não se deixar levar pelos interesses dos patrocinadores).
           Com o tempo, a carga de treinos deve diminuir; Me lembro de Luís Felipe Scolari, que às vésperas do jogo decisivo contra a Alemanha na copa de 2002 afirmou para os atletas ''Vocês não tem mais muito o que aprender  ou aperfeiçoar nos treinos, cheguem na decisão e façam o que vocês sabem fazer de melhor". Realmente, a progressão da equipe na competição fará com que se precise cada vez menos de treinos(e a carga destes irá diminuindo àos poucos). Lembrando que treino não é festa para gerar dinheiro, e muitas das jogadas tem de ser secretas, portanto, sou contra o clima de euforia em treinos, a exemplo da seleção na copa de 2006, que não havia ganhado nada e ja desfilava como destaques de um torneio que nem havia começado, com torcidas  marcando presença e até cobertura televisiva completa.
            Claro que tem de haver dias de folga ào decorrer da competição, isso é até uma retribuição ào esforço dos atletas dentro de campo, mas há uma tendência muito forte à, quanto 'mais importante' for uma equipe, mais relaxada ela será, e essa mentalidade tem de acabar: craques tem de correr o risco de perder a vaga para deixarem de ser burocráticos, e seleções favoritas tem de ficar hospedadas em lugares menos luxuosos no início da competição, para progredirem àos poucos no conforto dos hotéis e olharem para trás e afirmarem ''olhem quanto ja conquistamos, começamos naquele hotel 3 estrelas e agora na véspera da decisão estamos num castelo com o campo ào lado!".
            Se tratando de futebol, o esporte mais popular do país, a imprensa vai pedir a cabeça de todos se não jogarem com garra(a Argentina perdeu a copa de 2006 mas seus atletas voltaram como heróis graças a sua postura de guerreiros), e vão jogar a culpa no que hover de brecha a ser criticada, o tratamento luxuoso é um exemplo; Quanto maior a sua responsabilidade, mais duro você tem de dar para não receber críticas, e no nosso país esse valor tem se invertido, ja que quem está mais nos orgulhando são modalidades pouco vistas,  menos pressionadas e menos expostas pela imprensa, como o futebol feminino e handball(campeão no Pan no masculino e feminino); Como será a preparação deles para às olimpíadas? Não dá para saber com tanta precisão, pois não estão tão expostos à imprensa(como eu ja havia mencionado antes).

Introdução ào futebol(1)

        O futebol é um esporte dentro de vários outros, que poderia ser dividido em: % de posse de bola, contra-ataque em alta velocidade, cruzamento na área... Mesmo com todas essas divisões que somadas e nas estatísticas seu time estiver vencendo em todas elas, no final das contas o que vai contar é o placar do jogo, a quantidade de vezes que a bola passou da linha do gol, talvez pela pluralidade de objetivos o futebol seja taxado de injusto mesmo para quem o adora.
        Porém, não significa que, por o único fator que leva a vitória ser a passagem da bola sobre a linha do gol, os outros fundamentos não serem importantes, pois são estes que os levarão a ter oportunidade de conseguir o momento denominado gol(do inglês goal, que quer dizer 'meta cumprida') e a não ser que setores do campo exolados, como o ataque, desperdiçem muito gols(setores exolados onde há defeito são chamados popularmente de 'o câncer do time') ou um lance exolado(em que a defesa que trabalhou certo 89 minutos falhou no minuto que não deveria), tem mais chances de vencer uma partida a equipe que jogar melhor, o que não necessariamente significa superioridade técnica, pois em campo os jogadores tecnicamente inferiores podem se superar, ultrapassando seu nível normal de talento por estar num dia inspirado, e o melhor time pode não acompanhar o ritmo do adversário, por ter seu talento ofuscado pela equipe que não o deixa jogar.
          A marcação não deve ser homem à homem, e sim por zona(como numa guerra) e sob pressão, empurrando o adversário para trás e tendo consciência que quanto mais ele avança mais riscos você corre, por isso os seus atacantes devem marcar a saída de bola, e assim todos emourrando a equipe adversária para trás naturalmente seu zagueiro subirá como elemento surpresa, trocando passes com atacantes na entrada da área e aumentando seu volume de jogo(grande quantidade de jogadores articulando o gol) para assim, seu poder ofensivo ficar maior, mas vale lembrar que subidas de defensores levam risco, então não se pode errar passe, ja que estás vulnerável(duas formas interessantes de se encontrar protegido com essas subidas é avançar seus volantes em linha com alas ou laterais para fazer linha de impediemnto ou algum meio-campista voltar para tomar conta do 'buraco' que o zagueiro deixou com sua subida).
            Numa competição em formato de copa(em que o sistema mata-mata te deixa frente a frente com um adversário de cada vez até chegar a final), se seu time é inferior tecnicamente, você deve se expor menos ào ataque, deixando o tempo correr com posse de bola sua(assim como um alcoolotra que tenta largar o vício e conta cada minuto sem beber como uma vitória, o time inferior tecnicamente deve comemorar cada minuto sem tomar gol como um pequeno degrau para a conretização que vai se aproximando) afim de desesperar o adversário, que se sentirá na obrigação de vencer, e assim naturalmente ele oferecerá alguma brecha. Se seu time é tecnicamente melhor, você deve procurar a vitória o quanto antes, impôr seu ritmo de jogo, bola no chão(sem chutões e lançamentos de difícil domínio para o companheiro) e jamais deixar o adversário gostar do jogo, por isso o ideal é marcar 2 gols de diferença e depois tocar a bola, pois com o desespero do adversário sairão mais gols a seu favor.
          Agora, se o formato for o de liga(em que todos jogam contra todos e o vencedor é o time que marcar mais pontos), a possibilidade de uma equipe tecnicamente fraca em relação às outras vencer é mais remota, porque, mesmo que na teoria não aja decisão, na prática as partidas decisivas ocorrem com seus adversários diretos ào objetivo, seja ele o título, a qualificação para um torneio maior ou escapar do rebaixamento(que logicamente você só vai ter certeza de quem foi no final da competição), e no caso de almejar a 1ª colocação, tem de vencer os melhores, pois estes provavelmente lutarão pelo topo da tabela, e vence-los significa ganhar 3 pontos e faze-los deixar de ganhar 3 pontos, sendo que o empate deixa a ascensão neutra, e nas copas, se luta por 90 minutos se for necessário pelo empate caso sua equipe seja inferior tecnicamente(aturar prorrogação e disputa de pênaltis faz parte da estratégia mais lúcida de vence-lo), na liga, se empatar com seus concorrentes diretos será péssimo, por isso terás que ser mais agressivo e deixar sua defesa mais vulnerável, e assim, a possibilidade de derrota e vitória é maior(sendo que na teoria sua equipe tem mais chances de perder).
            Sobre esquemas táticos, vou falar de 2 esquemas comuns e de pouca ousadia, o 3-5-2 e o 4-4-2, mas antes de explicar esses esquemas, é importante falar da cultura futebolísitca entre 2 países distintos no quesito técnica: Brasil e Itália.
             Numa partida amadora no Brasil(popularmente chamada de 'pelada, baba ou racha', a depender da região) se valoriza muito técnicas que não levam ào gol(pura e simplesmente pela diversão), como caneta(passar a bola entre as pernas do adversário e a buscar), lambreta, banho, lençol(encobrir o adversário e a buscar de volta), elástico(enganar o adversário entortanto a perna com a bola em uma direção e a fazendo parar em outra) e entre outras; Após estas partidas, os 'peladeiros' trocam gozações um com o outro: 'Te passei 2 canetas, 2 banhos e te entortei num elástico lindo', e o outro responde: 'Isso não ganha jogo, por sinal, seu time só fez perder para o meu'.        
           Nesse ambiente em que os 'efeitos técnicos' são colocados em comparação com o resultado da partida, a beleza do jogo está em 'iludir o adversário, fazendo o passar vergonha pelo talento usado sobre ele', nasce jogadores do mais alto nível técnico, porém muitas vezes irresponsáveis quanto à causa coletiva(como de tocar a bola e marcar). O brasileiro gosta de driblar, dar show, e também fazer gols, especialmente se esses gols vinherem de jogadas individuais cheias de ginga e talento.
             Na Itália estão os maiores defensores do mundo, e lá as crianças são educadas desde cedo a gostar de defender(ào contrário do Brasil). Mesmo tendo muitos talentos na arte de fazer gol ào longo da história, como Meazza, Paolo Rossi e Baggio, são zagueiros e laterais os maiores destaques da seleção italiana, a exemplo de Baresi, Maldini, Cannavaro e Nesta. Num ambiente em que se aprecie a arte de roubar bolas e rapidamente ligar um contra ataque, normal que a demanda de defensores seja maior que no Brasil.
               Resumidas as histórias de futebol dos maiores vencedores das copas do mundo, é preciso explicar os setores do campo, que são divididos em defesa(zagueiros e laterais), meio-campo(volantes, meias e alas) e ataque(centro-avante e pontas); Na defesa, o 4-4-2 conta com 2 zagueiros e 2 laterais, ja o 3-5-2 conta com 3 zagueiros. No meio-campo, o 4-4-2 conta com 2 voltantes e 2 meias, ja o 3-5-2 conta com 1 volante, 2 alas e 2 meias, e no ataque os dois esquemas geralmente usam dois centro-avantes(um leve e outro pesado) ou 1 centrovante e 1 ponta.
               Então, baseado na cultura futebolística, acho que o esquema ideal para o Brasil é o 3-5-2, porque aqui temos muito mais facilidade para encontrar alas do que laterais(Roberto Carlos e Cafu fizeram parte da última geração de 'bons marcadores do lado do campo', mas ja com a idade avançada estavam perdendo no pique para os adversários, sendo que o pique era o diferencial deles, mas como Parreira não quis mudar de esquema e colocar Cicinho e Gilberto, o Brasil continou fraco nesses setores do campo). Daniel Alves do Sevilla, Cicinho da Roma e Gabriel do Fluminense se encaichariam bem no papel de ala direito, pois são  habilidosos, e tem como virtude maior partir em direção ào gol, ja Maicon do Inter de Milão tem características mais defensivas; Na ala esquerda, Marcelo do Real Madrid, Júnior César do Fluminense e Gilberto do Hertha Berlim fazem melhor o trabalho de assistenciar o meio e ataque, por isso, acho que a tendência é o Brasil usar esquemas de 3 zagueiros fazendo a proteção(Dunga optou na copa América pela marcação adiantada com seus 3 volantes- Elano, Mineiro  e Elano, que junto com o meia Julio Baptista formaram um 'losango') e deixar nossos jogadores 'da esquerda e direita' jogar mais soltos(não significa que vão deixar de marcar, até os atacantes marcam, mas a função de proteger a defesa será essencialmente da defesa).
              Ja a Itália combina muito com o 4-4-2: jogando com 2 zagueiros e 2 laterais, e no meio-campo 2 volantes(no 3-5-2 é apenas 1), o time garante sua identidade e característica nacional; Seu sistema 'catenaccio' depende de uma defesa sólida, volantes versáteis, e mesmo assim, a Itália não deixa de ter boas referências nos setores de criação e ataque(lembre que a Itália é a terra de Meazza, Paolo Rossi, Baggio e Totti) para fazer seus gols(geralmente poucos, mas suficiente para te dar 4 títulos mundiais e respeito no mundo todo).

Camisas de times de futebol(estilo)

       Muitas vezes a tradição perde espaço para o alternativo, e assim, o Palmeiras ganhou um uniforme 'verde-limão', que foge do tradicional verde escuro.
O Vitória ja variou seu 1º uniformes entre listras rubro-negras horizontais(o mais tradicional e atual) e verticais(durante boa parte das décadas de 90 e 2000). Ja teve um 3º uniforme amarelo(usado apenas em copa do Brasil, mas esta 'tradição' não pegou) e hoje tem como 3º uniforme uma camisa não tão popular entre sua torcida(ja que não deu sorte, pois no único jogo que a usou empatou contra o Ceará em pleno Barradão e nunca mais a usou), mas que chamou atenção para uns, por ser bonita, por outros, por ser horrorosa.

O Bahia, que para muitos brasileiros é mais famoso pelo 2 º uniforme de listras tricolores verticais, ja teve no final da década de 90 essas listras na diagonal, e atualmente, tem o na vertical, mas não tricolores, e sim apenas com as cores azul e vermelha. O 3º uniforme continua sendo azul, como em outras épocas, mas está diferente: listras verticais azul escuro e azul mais claro acompanhados de uma pequena fitas vermelhas deixam o uniforme muito bonito, acompanhado de detalhes dourados na manga e gola, uma pena que o patrocinador polua demais o uniforme.

Ninguém sabe ào certo qual são os 2º uniformes de Real Madrid e Barcelona: no caso do time merengue, o lilás ja foi a camisa que sucedeu a tradicional branca, mas o time joga tantas vezes com a verde e a preta que não parece ter um 2º uniforme decidido, e no caso do time catalão, variam os verde-limão, azul piscina e laranja.
     Há quem critique as camisas alternativas, e há times que se flexibilizam mais que outros: eu não consigo ver o Vasco jogar sem a faixa diagonal, por exemplo. Mas uma coisa é certa: sem os patrocinadores, as camisas ficariam muito mais bonitas.

O erro do Boca Juniors.

       Antes, o mundial inter-clubes(que contava com apenas 2 continentes) tinha a presença de craques sul-americanos(o Santos de Pelé e o Flamengo de Zico por exemplo, numa época em que os jogadores não migravam como hoje) e força e organização tática européia; Hoje, os papéis se inverteram: com os maiores craques do planeta(inclusive sul-americanos) atuando pelos clubes europeus, o diferencial dos sul-americanos está no desejo forte de vencer o mundial(sempre mais querido aqui do que lá) e paciência para resolver a partida seguindo normas táticas(sem se precipitar e partir para cima como o Boca Juniors fez ontem contra o Milan, o que foi um grande erro). O físico como um todo(força, preparo...) está mais do lado dos europeus, que estão no meio da temporada(há 4 meses vindo de férias) e sem tantos problemas de constusão frequentes em equipes cansadas de um ano puxado. 
         Os europeus ja foram assim: se perdiam o mundial de clubes, afirmavam que não era um torneio importante, e sim 'um amistoso'(o importante mesmo seria a Uefa Champions League); Mas se vencem, param a cidade de tanta festa, como o Real Madrid em 98(que vinha com esse discurso). Ultimamente os clubes europeus tem admitido levar mais a sério o mundial, e justificavam suas derrotas com "a melhor adaptação dos sul-americanos ào Japão, ja que estes chegam mais cedo"(e os europeus, pela agenda apertada, chegam em cima da hora- com excessão desse ano) e que "o ideal seria voltar àos velhos tempos, em que as partidas de ida e volta decretavam com muito mais justiça a 'melhor' equipe".
        De fato, as equipes européias tem jogadores de mais valor no mercado, e que estão acostumados a enfrentar adversários muito mais difíceis que os sul-americanos, mas em 90 minutos de duelo, toda a ausência de um passado de sucesso de alguns jogadores sul-americanos pode servir de etímulo à demonstrar garra e mostar seu valor, mostrar que as capacidades técnicas podem ser bastante semelhantes do outro lado, mas por acaso não se conseguiu o efeito de grandeza 'ainda', ja que pode acontecer no momento em que se vence uma equipe tida como favorita; Foi assim que Ceará marcou Ronaldinho Gaúcho e que Lugano marcou Gerrard(e ficou ainda mais famoso e reconhecido e isso pode ter o ajudado a jogar no Fenerbahçe, que está na fase final da Uefa Champions League).
          Porém, a vontade de ganhar tem que ser seguida de uma obediência de estratégia: não adianta a equipe sul-americana assumir a postura de 'dominadores do jogo' e partir para o ataque em peso, esqueçendo-se do planejamento tático em que cada jogador deve estar no seu setor para receber o ataque europeu, que é muito mais forte e organizado, e portanto, necessita de uma forte resistência(se o time se dispersar como o Boca- com deslocamentos frequentes de defensores e meias-, que desde o início agiu agresssivamente em busca do gol, vai se deparar com uma desfesa muito bem montada, que o ideal é que seja batida de surpresa-como nos gols de Mineiro e Adriano-, e levará a consequência de um ataque com os setores do campo desorganziados).
           O que o São Paulo e o Internacional fizeram para vencer os mundiais Fifa foi não 'explodir' num lance de ataque mal planejado da partida, e sim agir com 'tranquilidade'(embora nervosismo seja normal e aceitável até um determiando ponto numa partida desse porte- estimula a garra na marcação por exemplo), obedecendo às ordens de um treinador consciente da limitação de sua equipe e que irá vencer o jogo no erro do adversário(que em poucos momentos do jogo irá aparecer), com marcação sobre pressão(com atacantes começando a marcação na saída de bola, como Fernandão fez com muita garra contra o Barça) e valorizando cada bola roubada como uma mini-vitória(bola caminhando pela lateral meter de bico na arquibancada sem graçinha, pois o jogo é sério e se planejou por muito tempo chegar em Yokohama, sua torcida espera muitas vezes à decadas por este momento  que pode nunca mais-quer dizer demorar muito tempo- acontecer novamente).
          O Boca Juniors não respeitou o Milan: na saída de bola no meio do campo ja procurava o gol, como se fosse tecnicamente igual ou melhor, e o resultado disso no decorrer da partida foram 3 gols que poderiam ser evitados: em 1º, não marcaram Kaka com eficiência, então o 1º gol de Inzagui(passe de Kaka) foi infantil e não consigo imaginar São Paulo e Internacional o tomando; o 3º gol(de Kaka) mostrou a fragilidade do lado direito do Boca, que o deixou entrar na área e chutar fraco para a falha do goleiro Caranta(pela 1ª vez um goleiro sul-americano está mal preparado para uma decisão dessa: nas outras vezes Rogério Ceni e Clemer fizeram defesas importantes e difíceis, ja Caranta parecia depender de seus companheiros de defesa para não precisar trabalhar e assim não falhar). O 2º gol(de Nesta) não chegou a ser uma falha grave, pois foi um rebote em que Nesta chutou num lance rápido(talvez com melhor posicionamento e reflexo o goleiro do Boca defendesse, mas não foi falha) e o 4º foi consequência do desespero.
          O Boca perdeu o jogo mas jogou como 'equipe grande', ja as brasileiras tiveram consciência de suas limitaçõs e venceu não se importanto com a postura(afinal, do que adianta se mostar confiante, se muitas vezes o adversário te vence pelos seus erros, portanto, você perdeu para sim mesmo em parte e nãp precia mostrar para os outros que você 'está bem' ). O Boca Juniors chegou no Japão apenas 1 dia antes do Milan, e chegou em clima de festa, sorrindo; Ja o Milan, chegou sério, muitos poderiam pensar que a quipe italiana não estava otimista, mas na verdade, esse é um tipo de estratégia. O Milan respeitou até o Urawa Red Diamonds, enquanto o Boca Juniors assistiu à partida de seu eventual adversário e seus jogadores trocavam risadinhas de deboche, porque o Milan estava ganhando apertado da equipe japonesa. 
          Ào final do jogo, o Milan foi campeão, a partida teve cara de 'um clássico de gigantes, em que um venceu apenas porque, nuam final, não se pode dividir título, e que nem sempre quem perdeu merecia-levando se em conta qualidade técnica-, por não estar num bom dia'(o placar de 4 a 2 não foi uma goleada e dá até impressão de equilíbrio, mas o jogo chegou a ficar 4 a 1); Ja o São Paulo e Internacional venceram dando uma impressão que 'fora zebra, que um time pequeno bateu um grande'; Mas e aí, você prefere vencer independente de como seja a impressão para os outros, ou perder com elegância?

Camisas de times de futebol(peso)

        Existe todo um significado amplo e complexo em uma camisa de futebol, e não falo da tecnologia dos tecidos cada vez mais confortáveis e nem de patrocinadores: falo do que ela pode servir de instrumento para mostrar o valor de uma equipe e consequentemente, o respeito do aversário.
        No final da década de 90, a Topper lançou camisas com uma pequena faixa atrás(acima do número) 2 linhas: na de cima, o nome da equipe completo, e na debaixo, a sigla do estado seguido de 'Brasil'. Foi com essa camisa que o Corinthians venceu o mundial em 2000, com uma camisa que trazia a referência do seu país num tornei internacional(o que é interessante). Em 2005, também patrocinado pela Topper, o São Paulo quis colocar uma bandeira do Brasil na mesma posição em que o Corinthians colocara essa pequena faixa, mas a Fifa criou uma certa burocracia, dificultando o processo(a Fifa tem normas extremamente rígidas com uniformes no mundial de clubes, inclusive criando medidas máximas para o tamanho do escudo e do patrocinador- podendo apenas ser um, na frente e atrás, e nada de manga por exemplo), talvez com princípio que a bandeira brasileira, por simbolizar país mais poderoso nas copas, pudesse intimidar times pequenos como seu adversário na semi-final(que seria o Al Ahly ou Al Itihad- acabou sendo o Al Itihad), mas no final das contas, a bandeira foi permitida e o São Paulo venceu o mundial. No ano seguinte, no mesmo torneio, o Internacional também usou a bandeira brasileira nas costas e foi campeão. 

          


           No Brasil não existe critério para colocar estrelas no escudo, quanto menos lei que proíba. O Sergipe, por exemplo, tem apenas títulos estaduais, no entanto, tem 6 estrelas no escudo, explica-se:  foram 6 títulos sergipanos consecutivos, de 1991 à 96, marca que o rival Confiança no máximo conseguiu 2 consecutivos, portanto, essas estrelas são um ícone para se orgulhar e causar inveja no rival. No Brasil essa prática é comum, inclusive com time campeão mundial: o Flamengo, nas décadas de 80, 90 e 2000 chegou a exibir para cada estrela um tri-campeonato consecutivo, sendo que em 2001 houve festa pelo 'tetra tri-campeonato consecutivo', então o rubro-negro colocou a 4ª estrela no escudo, enquanto que a conquista contra o Liverpool em 1981 só foi aparecer no escudo do time na década de 2000.
            O Flamengo não só não valorizou o título mundial como merecia, como esqueceu de 'tirar sarro dos rivais' por ter conseguido 3 títulos num ano só(portanto, tríplice coroa) O São Paulo também conseguiu o feito em 92 e não colocou uma coroa junto ào escudo: o 1º à o fazer foi o Cruzeiro em 2003 e depois o Inter em 2007(vale lembrar que nem sempre coroa é sinônimo de tríplice coroa, como no raro caso do Real Madrir, que por ter seu nome e origem ligado à realeza, colocou a coroa como símbolo do rei).
 


            Enquanto a cultura brasileira é liberal com as representações de títulos(principalmente porque os títulos estaduais e regionais dividem atenção com os nacionais, diferente da maioria dos países que só tem uma liga por ano e englobando todo o país), na Itália há normas para se ter uam estrela:  cada uma vale por 10 títulos, e os únicos 'estrelados' são Juventus, Milan e Internazionale. Interessante também que lá por 1 ano(ou mais, se conseguir conquistar o título novamente) a atual campeã dos torneiso principais(Série A e Coppa Italia) colocam na camisa um símbolo do torneio(que não é o símbolo da Federação, diferente do Brasil, que quando se tem um título nacional, se coloca o símbolo da CBF, quando se tem o estadual, se coloca o símbolo da Federação local).


Instituições de futebol

        Por dentro de orgãos como a CBF, existem instituições que regulam seus campeonatos, como o clube dos 13(organiza a 1ª divisão), A FBA- futebol Brasil associados(organiza a série B) e a BR3- Brasil futebol 3(organiza a série C), além de 27 federações estaduais que qualificam as melhores equipes de seus torneios para a série C e copa do Brasil.
         A seleção brasileira de futebol leva o escudo da CBF na camisa, assim como a Argentina, mas há países que, mesmo tendo sua 'federação' nacional de futebol(apenas no Brasil se chama 'confederação de futebol', nas demais localidades 'confederação' são apenas instituições continentais, como a Confederação de futebol da África), estampam na camisas de suas equipes outro escudo, como a Espanha e Portugal(que mostram um síbolo presente na sua bandeira nacional), França(escudo típico da seleção) ,Turquia e China(mostram a própria bandeira nacinal) e a Alemanha e Itália ja tiveram mais de um escudos, ambos atuais(diferente do Brasil, que demorou para mudar de um escudo à outro, de CBD para CBF); Além disso, muitos seleções tem apelidos famosos, como 'Azurra'(Itália), 'Fúria'(Espanha), 'Celeste'(Uruguai), 'Leões indomáveis'(Camarões) ' Le Bleus'(França), o que as diferenciam ideologicamente de uma instituição(da federação, apesar de ambas estarem ligadas).
        Na Espanha, há escudo para a seleção, para a federação e para a liga, enquanto que no Brasil o escudo da seleção é o mesmo da confederação, e a liga não tem uma marca tão forte(como uma logomarca, presentes na Inglaterra, Itália, Espanha, EUA, Japão, Coréia do Sul, França e Holanda), além de não ter um nome específico(chama-se simplesmente 'campeonato brasileiro'), e nos países citados anteriormete se chama, respectivamente: Premier League, Serie A, La Liga, MLS, J-League, K-League, Ligue 1, Eredivisie.
      Vale lembrar que a a publicidade 'emprestou' o nome a várias ligas: na Inglaterra, a Premier League é igualmente conhecida como Barclay's Premiership(Barclay's é fabricante de Gim); Na Itália, a empresa de celular Tim se junta ào nome do torneio(Serie A Tim); Na França, outra empresa de celulares(Orange) dá nome ào torneio(Ligue 1 Orange); Na Argentina(como na Bolívia, Chile e Peru), há dois torneios em formato de liga(pois não há copas em sistema  mata-mata, como a copa do rei da Espanha, FA Cup-Inglaterra-, US Open cup-EUA- e a própria copa do Brasil), que são os torneios Apertura(começando no meio do ano) e o Clausura(começando no início do ano), e estes dois torneios tem os nomes de 'torneio aperura(ou clausura) gillette prestobarba; Na Bélgica, a liga se chama 'Jupiler League'(Jupiler é uma fabricante de bebidas local).
        Não só os torneios nacionais usam patrocínios em seus nomes: o 2º torneio de maior expressão na América do Sul se chama 'Copa Nissan Sul-americana'(Nissan é uma fabricante de automóveis japonesa), e o 1º em expressão no continente se chama 'Copa Santander Libertadores'(banco espanhol; Mas o torneio ja se chamou 'Copa Toyota Libertadores'- Fabricante de automóveis japoneses que recentemente deu nome ào mundial interclubes de 1980 à 2004 com o nome de 'Copa Toyota'). O ranking de seleções nacionais oficial da Fifa se chama Fifa/Coca-Cola World Ranking.

*Quando citei Liga falei o campeonato principal(e elite do futebol local, sem contar com as divisões inferiores- equivalentes à 2ª e 3ª divisões do futebol brasileiro, por exemplo).




 

      As diversas visões maniqueístas divulgadas amplamente pelos meios de comunicação influenciam a concepção de muitas pessoas a cerca de um determinado povo. Algumas visões antropológicas podem existir, mas não necessariamente afirmando que um certo povo é a rerpodução da cópia estereotipada, um exemplo é o preconceito que afirma que os baianos são preguiçosos; Uma das explicações antropológicas consta que os escravos não trabalhavam com a mesma 'vontade' dos assalariados(é óbvio, quem se sente feliz sendo escravo, e quem produz algo eficientemente sendo infeliz?), e como a Bahia é um estado de maioria negra(e a maioria dos escravos no Brasil eram negros*), acabou ficando com esse injusto julgamento.
       É bom tomar bastante cuidado com as informações passadas, especialmente as que viram piada. Um outro exemplo de estereótipo, sendo esse mais difícil de ter argumentos contra, é que 'os argentinos são arrogantes, prepotentes, pirraçentos e catimbeiros'. Bom, muitos exemplos ja foram dados para defender essa tese: no futebol, são os argentinos que mais provocam e molestam o adversário(a exemplo da pequena equipe do Estudiantes de La Plata, campeão da libertadores de 68, 69 e 70 com ajuda de alguns métodos 'inconvencionais', como pesquisar sobre a vida pessoal dos atletas para os provocarem e mandarem mulheres para as concentrações dos adversários para estes perderem o foco da partida), que se jogam no chão nos últimos minutos da partida cavando falta e fazendo cera(é a velha catimba) e que dentro de campo demonstram segurança em si mesmos(perdem o jogo mas não perdem a 'elegância e postura', sendo que não conquistam um mísero título desde 93). Porém, mesmo com todos esses fatos, ainda acho que julgar todo um povo de mais de 40 mil habitantes espalhadas por uma área de 2.766.889 km² pelo comportamento de alguns esportistas inconsequentes(a maioria deles concentrados na grande Buenos Aires, e não no seu vasto território) que sujam a imagem de seu país é um ato precipitado. Podem até existir traços culturais(hábitos) expostos por uma minoria, mas geralmente a representação mais fiel de um país é o próprio povo, portanto, só da para ter uma noção de como são os argentinos se de fato conviveres de perto com a realidade deles, comparar seus comportamentos com o dos esportistas e compreender porque existe uma rixa entre o Brasil, tão estimulada entre os meios de comunicação daqui e de lá(e que por sinal, essa rixa deve gerar muito dinheiro, ja que em jogos desses 2 países o mundo pára para ver).
         Os jogadores do Boca mostraram borçalidade no estádio de Yokohama, quando estavam assistindo ào jogo do Milan e Urawa e riam entre si, imagino eu que estes riam porque o Milan ganhou apenas de 1 a 0 para uma equipe tecnicamente inferior e portanto, não ofereceria perigo na final. Pode ser um grande erro para estes jogadores, que não aprenderam com fatos passados que o melhor método para se alcançar a vitória é ter humildade. Torcerei para o Milan na final, mas não por achar os argentinos como um todo arrogantes, e sim por achar 'boa parte' dos jogadores do Boca desmerecedores de um título deste porte.

*Até 1898(data de abolição da escravidão), houveram escravos negros, índios e portugueses do norte(os portugueses dominantes e colonizadores do Brasil vinheram do sul daquele país, região mais rica, onde fica a capital Lisboa- o Rio Tejo 'separa ideologicamente' o sul rico do norte agrário, e este rio desemboca na cidade de Lisboa para o oceano atântico)